quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

"O que é que o corporativo produz mesmo?"



Quando o escritório central, onde funciona a administração da empresa, também conhecido como escritório corporativo, fica dissociado da realidade da operação, do comercial e das equipes que trabalham nas filiais, gerando uma verdadeira "subcultura" - totalmente à parte do conjunto da empresa, a comunicação interna sozinha não dá conta dessa integração. Geralmente, são as empresas em rápido crescimento que sofrem mais com esse tipo de problema.


A questão fica patente quando gestores do escritório central fazem visitas às plantas industriais ou unidades mais distantes da matriz e são surpreendidos com perguntas como: "O que é que o corporativo produz mesmo?" ou "O que é esse tal escritório corporativo?"Ou seja, as pessoas não entendem o papel que a matriz desempenha no todo da organização. Pelo contrário, olham o escritório central como um ditador de regras. Uma falha nítida de comunicação interna, com certeza.


O problema maior surge quando essa falha provoca, cada vez mais, um sentimento de que o corporativo é um ser à parte, um verdadeiro autista, que vive na torre de vidro refrigerada, numa rede de intrigas, vaidades e lutas pelo poder entre as diretorias. Longe do que realmente importa: o cliente, os fornecedores, as comunidades, a produção e as vendas.


Certamente, este é um desafio para a equipe de comunicação interna, que precisa sair de sua baia, deixar de lado os e-mails e ir conhecer de perto a empresa, em seu conjunto. Olho no olho. Porque a comunicação interna não existe para o corporativo, mas sim, para toda a empresa, atuando numa segmentação de públicos internos estrategicamente planejada, integrada e integradora. Capaz de fortalecer a cultura, os valores da marca e o espírito de time. Esclarecendo os objetivos do negócio e facilitando as rotinas de trabalho.


O pior que pode acontecer é a comunicação interna acreditar que a realidade da empresa é o "corporativo" e sua subscultura narcísica: aquela que só olha o próprio umbigo e não percebe as dinâmicas e as demandas existentes, muito além das quatro paredes de suas salas de reunião.

Um comentário:

O Liberal disse...

Diz a ABRACOM em seu 3º Caderno de Comunicação Organizacional (Comunicação Interna):"Ao estruturarem um processo formal de comunicação interna - tenha 20, 200
ou 200 mil funcionários -, as empresas conseguem assegurar a criação de uma rede valiosa para a obtenção de resultados, tornando claro para todos os colaboradores o quanto respeita e valoriza cada membro de sua equipe,
disseminando o pensamento, os objetivos e as metas definidas pela gestão.". As premissas estão dadas há tempos! Basta segui-las!
Abs
Eduardo