sexta-feira, 23 de março de 2012

Para "vestir a camisa"...


O termo "vestir a camisa" foi usado abusivamente nos últimos anos dentro das empresas para traduzir o empenho, a dedicação e o compromisso dos empregados com a marca pela qual trabalham. É verdade que, como brinde de "endomarketing", camisetas ainda são objetos de desejo de muitos colaboradores - desde que venham com um design razoável e não tornem o empregado uma espécie de outdoor comercial ambulante.
Acontece, entretanto, que esse "vestir a camisa" saiu de moda numa grande maioria de casos e virou o figurino do sarcasmo interno. "Visto a camisa só de mentirinha" ou "Visto a camisa como jogador de futebol: quem pagar melhor me leva" são frases comuns quando fazemos pesquisas internas e descobrimos que nos corredores a motivação é baixa e o sentimento de desconfiança flui como névoa a contaminar o clima de trabalho, dificultando o atingimento de metas e o bom atendimento dos clientes.
Nessa passarela, é a Comunicação Interna que pode desfilar as soluções. Não só apoiar a gestão nas suas relações com os empregados, incentivando a coerência entre o discurso oficial e as práticas da boa gestão de pessoas, como também facilitar o entendimento sobre o porquê da falta de engajamento de alguns empregados, mesmo quando a liderança da empresa e as equipes de RH trabalham para construir um "great place to work". Se "suar a camisa" é obrigação do empregado, que seja com diálogo e transparência para percebermos que o tamanho da camisa precisa caber no corpo, sem causar apertos no coração.

Um comentário:

Anônimo disse...

Prezado Gauli: diz Arie de Geus em artigo na HSM de 1999 que "a sensação de pertencer a uma
comunidade é essencial para a longevidade da
empresa" e que os executivos de empresas que se consideravam "servidores de um
empreendimento duradouro" trazem mais resultados do que outros. empregados nesse sentido, também desejam pertencer de verdade a uma organização que os respeite e saiba dialogar para alcançar metas.