quarta-feira, 18 de abril de 2012

O novo comunicador empresarial.



Um mundo mais complexo, com novos atores globais como os BRICs e a explosão comunicacional produzida pela internet e suas redes sociais 24 horas on line, entre outras questões, colocaram desafios estratégicos amplos para os comunicadores empresariais. Um olhar mais holístico, "fora da caixa", percebendo conexões e riscos potenciais permite uma atuação multidisciplinar. Além disso, uma inteligência social - fruto do equilíbrio emocional de cada indivíduo se faz necessária para criar e manter relacionamentos de qualidade.
No esquema acima, ilustro de maneira simples o meu entendimento a respeito desse novo profissional-cidadão, certamente um influenciador cultural.

domingo, 15 de abril de 2012

Pedir desculpas. Ainda uma excessão...


"Herrar é umano" está escrito numa dessas mensagens de caminhão. Contudo, reconhecer o erro e pedir - humildemente, desculpas não é uma ação comum. Em momentos de crise de imagem pode até ser uma estratégia para aliviar parte da culpa e buscar uma atenuante jurídica. A Chevron, gigante multinacional do petróleo, recentemente pediu desculpas pelo vazamento de óleo na bacia de Campos e ainda na semana passada, o coordenador da Lei Seca no Rio de Janeiro, protagonizou um pedido de desculpas exemplar.
Atitudes assim, humanizam as relações, resgatam o respeito ao cidadão ou ao stakeholder (como querem agora as empresas) sem contudo retirar a merecida punição pelo erro. Se errar é humano, pedir desculpas é o primeiro ato para se resgatar o convívio civilizado e a gentileza, valores tão preciosos e raros no turbulento dia a dia das cidades e dos negócios.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Curso de Comunicação Interna da ABERJE em Salvador.


Mestrado PUC.


Hoje, após dois anos de dedicação, consegui a aprovação da minha Dissertação de Mestrado pela banca examinadora. Na foto, os mestres (da direita para a esquerda) Prof. Leonel Azevedo Aguiar (PUC); Profa. Patrícia Almeida Ashley (UFF) e Prof. José Eudes Alencar.
Minha dissertação? Comunicação Empresarial e Sustentabilidade. Análise de Caso: Relatório da BP - British Petroleum 2010.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Marketing "do bem"...




O tempo passa e o tempo voa, já cantarolavam os personagens de uma comercial do Banco Bamerindus, instituição financeira que sumiu do mercado. A musiquinha continua na minha memória, como todo bom jingle publicitário. Outro banco que desapareceu (ou teria sido consumido?) nessa verdadeira guerra de fusões e aquisições, foi o Banco Real.



Muito antes dele se tornar o banco da sustentabilidade (posicionamento disputado hoje pelo Santander, Itaú, Bradesco e até pelo BB) um de seus anúncios foi fonte de inspiração para um filme que lamentavelmente nunca foi ao ar, apesar de sua mega produção. Naquele tempo (1989) publicitários, jornalistas, cineastas, designers e artistas se reuniam com sociólogos e ativistas para trabalhar gratuitamente (isso mesmo, 100% grátis) por uma causa. A causa era a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, movimento capitaneado pelo IBASE e por Herbert de Souza, o Betinho.



As reuniões do chamado Comitê de Ideias eram, na maioria das vezes, na Oficina de Marketing de Nádia Rebouças e Antônio Jorge Pinheiro. E nessa época, tive a oportunidade de criar algumas peças com mensagens "engajadas" na causa, como a proposta do roteiro do filme explicado na matéria acima. O produto que vendíamos era a solidariedade, embalada com técnicas de marketing "do bem", tão comuns hoje em dia, mas com o detalhe da completa gratuidade. Ninguém ganhava nada pelo trabalho. Muito diferente da onda de ONGs profissionais e defensoras de causas que se deixarem de existir, colocam a própria organização no rumo de desaparecimento. Nada contra as ações capazes de apoiar políticas públicas e interferiar na sociedade de maneira consciente e cidadã, mas sabemos que hoje muita organização peca por escolher caminhos questionáveis na obtenção de seus recursos.



O fato é que nessa lembrança vieram imagens de momentos inesquecíveis, onde realmente o produto solidariedade aglutinava gente de diferentes setores e áreas numa construção real da utopia e da esperança. No filme, que nunca foi ao ar, por exemplo, publicitários, cineastas, fotógrafos, imprensa, artistas, empresários e mais uma legião de voluntários anônimos trabalharam com sorrisos largos e felizes, sem ganhar um tostão, simplesmente acreditando que era possível mudar uma realidade. Era o marketing do bem funcionando na teoria e na prática, fazendo acontecer.