segunda-feira, 23 de julho de 2012

Uma empresa com alma e beleza.

A marca O Boticário tem uma grande admiração por diferentes públicos de relacionamento e carrega atributos invejáveis para a grande maioria de empresas: transparência, confiança, inovação, relações responsáveis e cuidado, além da beleza. Uma beleza que transcende seus produtos e se expande através do jeito de fazer seus negócios. Uma marca assim é o reflexo de uma empresa com alma, fruto do exemplo e do empreendedorismo de seu fundador e da atual gestão, com certeza.

Existem muitas incoerências nos discurso e na comunicação empresarial em relação às práticas adotadas, principalemente nas questões ligadas à sustentabilidade. No Grupo O Boticário este não é o caso. A vontade de acertar, o pioneirismo e a preocupação com a responsabilidade ambiental, social e o respeito sempre pautaram as atitudes da empresa desde o começo da sua história e assim, fica fácil ter resultados financeiros invejáveis e continuar numa valiosa trajetória de crescimento.O valor desta marca, portanto, é apenas um espelho luminoso da beleza não só de seus discursos, mas de sua filosofia e atitude empresarial.


sábado, 21 de julho de 2012

Um bom mau exemplo.

Depois do post sobre o caso FIAT/Bandeirantes x ALANA, uma amiga minha me enviou o caso dos ovos de Páscoa da Skol, este sim, um verdadeiro mau exemplo de estratégia para conquistar clientes "desde criancinha". Como chocolate e ovos de Páscoa são guloseimas irresistíveis, um ovinho redondo como um Ovo de Páscoa da Skol traz risco certo para a criançada começar a gostar de cerveja (e álcool) desde pequeninos.


Vejo aqui uma decisão coerente do CONAR : exigir da cervejaria a retirada do produto de circulação e com ele o seu apelo abusivo ao consumo. Me parece muito mais correto do que a perseguição do Alana contra a Fiat. Aliás, o CONAR por ser órgão autoregulador da publicidade é o canal mais indicado para orientar fabricantes, consumidores e comunicadores nessa questão.

Mas, podemos  imaginar que em breve o próprio período da Páscoa vai ser questionado no seu "apelo comercial abusivo" para a criançada com seus coelhinhos de brinquedo, embalagens coloridas, formatos e sabores. Já pensou?

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Instituto Alana e o caso FIAT.

O Instituto Alana tem no seu Projeto Criança e Consumo um iniciativa na busca de uma orientação valiosa a respeito de práticas  "consumistas" e de possíveis efeitos abusivos da publicidade e do marketing  sobre as crianças. Defender a infância de predadores de plantão é uma causa nobre, inquestionável. Quem seria contra?

Acontece que a bandeira da "causa nobre" e de  lutas do tipo o "Bem" (nós) versus o  "Mal" (os outros) pode criar fanatismos e extremismos que ultrapassam limites e nutrem-se apenas da sua visão de mundo particular, transformando o que seria uma proposta de reflexão, debate e educação, numa política ideológica contra inimigos como "as grandes corporações", "o sistema capitalista", "a livre iniciativa", entre outros. Nessa linha, conhecida como politicamente correta, com um discurso de defesa da infância, temos mais um exemplo de exagero por parte do Instituto Alana e do seu Projeto Criança e Consumo.

Trata-se do caso dos carrinhos de brinquedo da Fiat e da Brinquedos Bandeirantes cuja estratégia de lançamento e de publicidade foi considerada abusiva e lesiva à infância, no entender dos especialistas do instituto. A denúncia se espalhou pela mídia digital e, como não poderia deixar de ser, é assunto também deste blog.



Creio que nessa linha de pensamento, vamos acabar chegando num momento no qual as  fábricas de brinquedos não poderão mais fazer qualquer tipo de propaganda pois, como todas seriam voltadas para crianças, todos serão considerados lesivos, uma vez que estimulam o desejo de comprar este ou aquele brinquedo. Também chegaremos a uma época, possivelmente em algum Natal, onde nada poderá ser publicado, noticiado ou estimulado uma vez que  qualquer mensagem de incentivo ao consumo de brinquedos, roupas ou comida poderá ser enquadrada na categoria "abusiva".

Ou seja, além da Fiat e da boneca Barbie, outra vítima permanente dos especialistas da Alana, o tal consumismo poderá se tornar, em breve, sinônimo de consumo e ser rotulado como injusto, negativo, perigoso ou prejudicial à saúde. Aliás, vamos lembrar dos fumantes (outro grupo de perseguidos pelos que proclamam saber o que é melhor, bom e verdadeiro para a saúde das pessoas) para percebermos melhor o risco que estamos correndo quando os "especialistas" de plantão, arautos da verdade e da justiça social, ganham poder de polícia para denunciar este ou aquele "inimigo".

Importante: a atual Presidente do Instituto Alana é a Sra. Ana Lucia Villela, acionista do Banco Itaú - ícone do capitalismo brasileiro e cuja prática "lesiva e abusiva"  de juros (no entender de qualquer endividado) atinge pais e filhos igualmente. O Alana tem feito denúncias contra a propaganda do banco e a sua publicidade, sempre que crianças são utilizadas nas estratégias de comunicação do Itaú - o que me parece bastante coerente. Contudo, o que me assusta são os xiitas de plantão e suas palavras de ordem unida.

E você leitor (a) qual sua opinião sobre esse tema? Comente este texto para dialogarmos a respeito!









quinta-feira, 5 de julho de 2012

Sustentabilidade está na moda.Mas o que é ser sustentável mesmo?


Nas últimas décadas, o termo “sustentabilidade” tem sido citado, publicado, veiculado e reproduzido com intensa frequência e sem qualquer critério na mídia televisiva, impressa e digital.

A sustentabilidade está na moda, está nas páginas dos jornais, nas redes sociais, nos discurso dos políticos, nas mensagens de marketing e na publicidade dos produtos, bem como na comunicação empresarial. Sustentabilidade virou espetáculo reunindo índio, mulher nua, ativista político, socialite, modelo, artista, intelectual de esquerda, intelectual de direita...Ninguém mais quer "ficar fora dessa" e ser "sustentável" é a ordem do dia, tendência do momento.

Mas o que é ser sustentável, mesmo? Entre todas as (in) definições e conceitos já repetidos, penso que essa abstração do "ser sustentável" pode ser traduzida e tangibilizada de maneira simples. Ser sustentável é querer e saber cuidar. O cuidado é uma premissa de quem se pretende ser responsável pela economia, pelo ambiente onde vive e nas relações sociais que tecem a delicada rede de convivência. Querer e saber cuidar de si e do outro me parece o passo inicial para quem está chegando agora e quer entender do que trata a questão.

Portanto, nada de novo. Ter cuidado, enquanto uma necessária e permanente prudência, atenção e afeto ao outro é uma proposta simples, além de postura ética vital para tempos complexos - como o que vivemos.

Para o comunicador, também, a questão do cuidado se faz presente na coerência do discurso em relação à prática (walk the talk) e na percepção sistêmica das redes de relações. Comunicar-se com cuidado e em prol de um cuidar integral, demanda atenção ao outro interlocutor, respeito às diferenças culturais e, por que não, gentileza. Palavras são energias em movimento e tem o poder de construir universo mentais que podem aproximar, motivar e entusiasmar, assim como denegrir, caluniar, distanciar.