quinta-feira, 5 de julho de 2012

Sustentabilidade está na moda.Mas o que é ser sustentável mesmo?


Nas últimas décadas, o termo “sustentabilidade” tem sido citado, publicado, veiculado e reproduzido com intensa frequência e sem qualquer critério na mídia televisiva, impressa e digital.

A sustentabilidade está na moda, está nas páginas dos jornais, nas redes sociais, nos discurso dos políticos, nas mensagens de marketing e na publicidade dos produtos, bem como na comunicação empresarial. Sustentabilidade virou espetáculo reunindo índio, mulher nua, ativista político, socialite, modelo, artista, intelectual de esquerda, intelectual de direita...Ninguém mais quer "ficar fora dessa" e ser "sustentável" é a ordem do dia, tendência do momento.

Mas o que é ser sustentável, mesmo? Entre todas as (in) definições e conceitos já repetidos, penso que essa abstração do "ser sustentável" pode ser traduzida e tangibilizada de maneira simples. Ser sustentável é querer e saber cuidar. O cuidado é uma premissa de quem se pretende ser responsável pela economia, pelo ambiente onde vive e nas relações sociais que tecem a delicada rede de convivência. Querer e saber cuidar de si e do outro me parece o passo inicial para quem está chegando agora e quer entender do que trata a questão.

Portanto, nada de novo. Ter cuidado, enquanto uma necessária e permanente prudência, atenção e afeto ao outro é uma proposta simples, além de postura ética vital para tempos complexos - como o que vivemos.

Para o comunicador, também, a questão do cuidado se faz presente na coerência do discurso em relação à prática (walk the talk) e na percepção sistêmica das redes de relações. Comunicar-se com cuidado e em prol de um cuidar integral, demanda atenção ao outro interlocutor, respeito às diferenças culturais e, por que não, gentileza. Palavras são energias em movimento e tem o poder de construir universo mentais que podem aproximar, motivar e entusiasmar, assim como denegrir, caluniar, distanciar.


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