domingo, 30 de setembro de 2012

Comunicação integrada ou estragada?

  A comunicação organizacional é um movimento permanente, muito maior do que os limites impostos pelos informativos entregues, as revistas e seus anúncios publicados, os releases disparados. Se é organizacional é relativa a um organismo, um ser vivo.
 
  Portanto, a comunicação não tem controle. Ela está acontecendo agora naquele telefonema entre um consumidor e o SAC da empresa; entre o vigilante do terreno da futura fábrica e os moradores vizinhos; entre o empregado terceirizado e que não fez concurso para trabalhar naquela estatal e seu companheiro de baia - que é concursado; entre a área de suprimentos e o fornecedor de parafusos durante uma negociação estressante e no próprio visual da recepção da empresa além, é claro, de acontecer também nos veículos de comunicação estruturados para dentro e para fora da organização. Tudo isso, num círculo, numa espiral sem fim e sem limites.Um universo ainda mais potencializado pelas redes sociais que se multiplicam na web.
 
  Diante deste cenário, pensar a comunicação integrada para melhorar a qualidade das relações entre esses públicos envolvidos e  tentar reduzir ruídos em todos estes contatos, influenciando a roda gigantesca dessa conversa é uma questão estratégica fundamental. Uma preocupação que  não pode ser responsabilidade somente da equipe de comunicadores. Aqueles profissionais que muitas vezes se dividem em jornalistas, publicitários, designers e RPs e só enxergam as necessidades da empresa através de uma única lente: a da sua disciplina técnica com seus vícios e virtudes.
 
  Para uma comunicação integrada acontecer de fato, a estratégia maior deve ser a da sintonia com cada público interlocutor. Porque não adianta uma linguagem apenas tentando impor a sua fala, o seu tom de voz e a sua mensagem. Comunicação organizacional tem que ter uma abordagem múltipla, com objetivos que reforcem as relações através de valores e de respeito mútuo.
 
  Como numa orquestra onde cada instrumento e seu músico trabalham em harmonia com o músico ao lado, numa mesma nota dirigida para cada stakeholder de maneira específica.
 
 
 
  Não adianta tentar impor a mesma mensagem, entregue num mesmo formato para todos os públicos com os quais a organização se relaciona. Isso pode até parecer uma integração, mas é uma imposição baseada na redução de custos no curto prazo e que não incentivam a qualidade das relações no longo prazo. A figura de um emissor e de um receptor, ligados por uma mensagem disparada em mão única é coisa totalmente ultrapassada.Cada stakeholder quer atenção e comunicação com relevância e respeito.

Um comentário:

Anônimo disse...

Excelente: comunicação integrada é como uma orquestra!
Andrea