sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Estratégia do escândalo?

Algumas marcas têm como estratégia provocar comentários, opiniões e discussões através de uma comunicação que privilegie escolhas polêmicas. Acho válido, pois num mercado onde se disputa a atenção do consumidor segundo a segundo, a busca da diferenciação e da originalidade muitas vezes vai requerer o uso dessa artimanha.

Isto é o que eu chamo de uma "Estratégia do  Escândalo": ações de comunicação e marketing propositadamente polêmicas para atrair a atenção de consumidores para algumas marcas.

Mas, ônus e bônus, como o mercado se autoregula, o próprio consumidor, cada vez mais bem informado e crítico, saberá escolher e decidir suas melhores opções de compra. A liberdade de escolha é fundamental, sempre, assim como a liberdade da marca em optar ou não por um posicionamento de mercado que lhe dê esta ou aquela vantagem competitiva. Não é mesmo?



O problema é se a tática gerar um ruído tão grande que transforme o movimento inicial numa bela crise. Uma crise com custos altíssimos junto ao CONAR, à Defesa do Consumidor ou pior, junto aos censores do Governo - que muitas vezes acreditam ter a verdade nas mãos. Ou seja, além de destruição de valor da marca, gastos consideráveis dos departamentos jurídicos, com um Termo de Ajuste de Conduta ou uma multa, por exemplo.

Tudo é possível, afinal, "não existe almoço grátis" como escreveu Milton Friedmann. 

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