quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A comunicação móbile.

A comunicação atual está cada vez mais baseada em plataformas móveis capazes de nos alcançar em diferentes espaços e situações, de forma muitas vezes até invasiva. O tempo também modificou-se diante destas novas arquiteturas comunicacionais. O imediatismo de um SMS me exige uma resposta rápida. A agilidade frenética de um e-mail, um post ou tweet se multiplicam de forma voraz, num tempo cada vez mais dominado pelo "agora".

Neste cenário, a delicada rede se expande, se molda. Influencia e é influenciada.  Mas não é desta mobilidade que eu quero falar aqui, nesta postagem.




Móbile é uma escultura que tem peças móveis e suspensas no espaço, interligadas por fios capazes de sustentar, de maneira delicada, todo um equilíbrio dinâmico. Neste equilíbrio reside a beleza de um sistema sensível: frágil e forte ao mesmo tempo, integrado e interdependente.

A imagem de um móbile me remeteu imediatamente  à comunicação organizacional. Pessoas interagindo entre si com departamentos inteiros conectados uns aos outros

Redes ligadas por uma linha imaginária e poderosa traçada pelos processos internos de relacionamento, diálogo e ação comum. Certamente, a comunicação organizacional é como um móbile gigante, muitas vezes invisível, muito além de plataformas ou veículos. Com impactos além das mensagens aparentes entre cada departamento.

Um sistema inteiro que sofre abalos a cada movimento de uma única peça: de sua energia, movimento e interação.



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Marcas

Criada há mais de 40 anos, a Natura deu mais um passo para ampliar suas fronteiras mercadológicas no mundo. A marca brasileira de cosméticos e estilo de vida (por que não?) anunciou a compra de 65% da Emeis Holding, empresa australiana, dona da marca Aesop que produz cosméticos com ingredientes botânicos.


Além de ser a primeira vez que a Natura faz uma aquisição como parte de sua estratégia de crescimento, o movimento da companhia foca num objetivo de longo prazo: o futuro da cosmética e da chamada indústria da beleza.



Um caminho que aponta para um encontro cada vez maior entre ciência, tecnologia, atitude e design. Na verdade, a proposta de valor das duas marcas me parece alinhada no que elas transmitem de inovação, originalidade e branding.

 

As abordagens diferenciadas e as mensagens capazes de dialogar com as pessoas num planeta cada vez mais complexo fazem parte da estratégia das duas marcas. E para comunicadores empresariais, ambas me parecem um case de construção de imagem, sedução e posicionamento de marketing a ser estudado.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Comunicação interna e "presenteísmo".

De tempos em tempos surgem tendências, nomes, modismos e rótulos aparentemente inéditos. O que se chamava de desmotivação há alguns anos, agora chama-se "presenteísmo". Mais ou menos como se o corpo estivesse presente, sentadinho diante da tela do computador mas a mente, a imaginação e a vontade estivessem muito, muito longe do trabalho.



Como resolver esse tipo de situação? Ora, sou suspeito, mas defendo a boa, velha e, sim, ainda difícil, comunicação interna. Se há problemas é "conversando que a gente se entende" (urgh, outro jargão batido nas corporações).

Melhor: se há questões mal resolvidas, percepções equivocadas e sentimentos mal compreendidos vamos lembrar do diálogo interno. Da capacidade da organização de conversar sem medos, receios ou pressupostos (sem preconceitos fica mais desafiador, mas também vale!).

Para acabar com a rádio corredor ou pelo menos diminuir suas vibrações e maledicências só com diálogo, só com a comunicação interna funcionando com frequencia, coerência, sintonia e...significado. E para acabar com o tal presenteísmo, a desmotivação e o automatismo das ações,também: comunicação!

Comunicação interna é a válvula de escape das neuroses corporativas. É a fórmula mágica para a cooperação. É a boca e também são os ouvidos da organização prontos para escutar a voz dos empregados, num fiar da confiança e num esclarecer de rumos, objetivos e expectativas.

Posso até estar enganado. Talvez o tal "presenteísmo" não se resolva com comunicação interna. Mas sem ela, com certeza, nada na organização funciona como deveria. Podem apostar!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O Papa no Twitter.

Liderança religiosa em 140 caracteres? Bento XVI está on line no microblog Twitter e tudo indica que a Igreja Católica Apostólica Romana quer dialogar com uma nova geração de fiéis conectados na rede. Certamente uma nova estratégia em termos de comunicação.


De qualquer forma, esta é uma boa nova para comunicadores que tem problemas em convencer seus líderes de que as redes sociais na web já fazem parte inevitável do cotidiano das marcas e das empresas.

Mesmo que uma empresa não queira estar na redes, ela já é parte desse universo, com uma única diferença: sua opinião não é divulgada, apenas as opiniões de seus admiradores ou seus detratores.Aqueles que defendem a marca e aqueles que denigrem a imagem da marca, ambos formando opinião.

Leia mais sobre o Papa no Twitter clicando aqui.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O que a sua marca precisa?

Algumas dicas sobre branding para gestores de marca e reputação, compartilhando alguns insights:

1 - A sua marca deve saber conversar com diferentes stakeholders mantendo a coerência entre esse discurso e as práticas empresariais;

2 - A sua marca deve representar a credibilidade do seu negócio a partir das percepções de seus stakeholders;

3 - Sua marca deve ser admirada a ponto de atrair talentos, potencializar novos negócios e conectar-se emocionalmente com seus clientes já conquistados;

4 - A sustentabilidade deve ser inserida nos valores  da marca de forma alinhada ao seu negócio e seus desafios futuros: produtos e serviços devem ser (re) pensados a partir da busca da sustentabilidade nas dimensões econômicas, sociais e ambientais de sua organização.

5 - Qualquer movimento da sua organização impacta no valor da sua marca: na soma ou na substração de valor. Pense nisso.


domingo, 2 de dezembro de 2012

Marca e sustentabilidade.

Como a sustentabilidade está inserida nos valores que a marca de sua organização simboliza?
 
Pergunta difícil, resposta complexa. Em primeiro lugar, precisamos entender que a marca é mais do que a sua estética. Ela busca representar significados existentes em cada ponto de contato entre cada stakeholder e a empresa.
 
Ou seja, construir a imagem de uma marca é relativamente fácil. Designers competentes podem traçar essa arquitetura com cores, logos, tipologias e aplicações de uma forma inteligente dentro de uma proposta de valor diferenciada. Contudo, a reputação, a credibilidade e a percepção do valor dessa marca não é de propriedade da empresa ou de seus criadores. Estas variáveis estão nas mãos dos stakeholders e são eles que decidem se uma marca tem valor e se os seus discursos (sua comunicação) são coerentes, confiáveis e merecedores de crédito e admiração.
 
Portanto, a partir dessa análise, podemos ver que a sustentabilidade nas suas dimensões ambientais, sociais, econômicas, culturais e éticas está necessariamente atrelada ao valor de uma marca. Cada vez mais, os negócios serão pontuados por sua capacidade de dar conta dos desafios de mercado de forma a reduzir impactos ambientais, riscos financeiros e a contribuir para a sociedade no longo prazo.
 
Respeitando as diferenças culturais nacionais ou globais - incluindo-se aqui a capacidade colaborativa e inovadora entre times de trabalho, bem como dialogando com cada público de relacionamento de forma transparente, segmentada e permanente. E isso vale não só para empresas privadas, mas serve para qualquer organização. Seja ela uma ONG, um sindicato ou mesmo o Governo, seus mandatários eleitos temporariamente para cargos públicos, seus  ministérios e as empresas estatais.
 
Falar de sustentabilidade e marca não se limita ao universo empresarial. Este casamento ultrapassa fronteiras com seus temas igualmente amplos e desafiadores: mudanças climáticas, poluição, direitos humanos, combate à corrupção, transparência nas contas públicas, respeito ao cidadão (em seus diferentes papéis: contribuinte, eleitor, consumidor) e governança corporativa. Além da coerência dos discursos, fator elementar para relações de qualidade nas quais a comunicação possui papel definitivo na construção da sustentabilidade.
 
Aprender e saber cuidar destas variáveis está se tornando cada vez mais o grande desafio da humanidade neste novo século.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Azul: a marca apaixonada pelo Brasil.

No Brasil e no mundo, a Azul vem sendo reconhecida como uma marca que consegue conectar-se emocionalmente e dialogar com seus diferentes públicos de relacionamento. 

Criada por David Neeleman, a Azul já é uma das 30 mais desejadas e admiradas marcas do planeta (segundo a The World´s Hottest Brands).


No trecho a seguir (*), Gianfranco Beting, Diretor de Comunicação e Marca da Azul, fala sobre a maneira inovadora com que a empresa administra sua marca:

"Ao contrário da maioria das companhias aéreas, a Azul internalizou a área de Comunicação , Design, Eventos, Branding e Produto, além de manter a gerência de Publicidade e uma pessoa focada em Sustentatbilidade. Esse grupo, que está sob minha responsabilidade, chamamos de "Departamento de Ideias". Nosso foco está em inovar o tempo todo, pensar fora da caixinha. Por exemplo, quando desenhamos as embalagens de nossos snacks e incorporamos frases bem humoradas ás embalagens dos produtos: tudo foi feito dentro de casa".

É bom lembrar que sendo uma companhia que presta serviços, a imagem e a credibilidade da marca Azul é construída a cada dia através do trabalho, do esforço e do talento coletivo dos colaboradores da Azul.

Para ser admirada, respeitada e valiosa, uma marca nâo pode ser apenas bem desenhada.Ela precisa transmitir energia, ter alma própria e isso só se consegue com um time de trabalho alinhado com uma cultura organizacional que seja onipresente e vivenciada a cada dia, em todos os pontos de contato da marca com seus públicos de relacionamento.

Um grande desafio da marca Azul é a continuidade desse valioso processo de branding, agora com a união da Trip, outra empresa aérea brasileira.

(*) Leia a entrevista completa clicando aqui.