quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A comunicação móbile.

A comunicação atual está cada vez mais baseada em plataformas móveis capazes de nos alcançar em diferentes espaços e situações, de forma muitas vezes até invasiva. O tempo também modificou-se diante destas novas arquiteturas comunicacionais. O imediatismo de um SMS me exige uma resposta rápida. A agilidade frenética de um e-mail, um post ou tweet se multiplicam de forma voraz, num tempo cada vez mais dominado pelo "agora".

Neste cenário, a delicada rede se expande, se molda. Influencia e é influenciada.  Mas não é desta mobilidade que eu quero falar aqui, nesta postagem.




Móbile é uma escultura que tem peças móveis e suspensas no espaço, interligadas por fios capazes de sustentar, de maneira delicada, todo um equilíbrio dinâmico. Neste equilíbrio reside a beleza de um sistema sensível: frágil e forte ao mesmo tempo, integrado e interdependente.

A imagem de um móbile me remeteu imediatamente  à comunicação organizacional. Pessoas interagindo entre si com departamentos inteiros conectados uns aos outros

Redes ligadas por uma linha imaginária e poderosa traçada pelos processos internos de relacionamento, diálogo e ação comum. Certamente, a comunicação organizacional é como um móbile gigante, muitas vezes invisível, muito além de plataformas ou veículos. Com impactos além das mensagens aparentes entre cada departamento.

Um sistema inteiro que sofre abalos a cada movimento de uma única peça: de sua energia, movimento e interação.