domingo, 2 de dezembro de 2012

Marca e sustentabilidade.

Como a sustentabilidade está inserida nos valores que a marca de sua organização simboliza?
 
Pergunta difícil, resposta complexa. Em primeiro lugar, precisamos entender que a marca é mais do que a sua estética. Ela busca representar significados existentes em cada ponto de contato entre cada stakeholder e a empresa.
 
Ou seja, construir a imagem de uma marca é relativamente fácil. Designers competentes podem traçar essa arquitetura com cores, logos, tipologias e aplicações de uma forma inteligente dentro de uma proposta de valor diferenciada. Contudo, a reputação, a credibilidade e a percepção do valor dessa marca não é de propriedade da empresa ou de seus criadores. Estas variáveis estão nas mãos dos stakeholders e são eles que decidem se uma marca tem valor e se os seus discursos (sua comunicação) são coerentes, confiáveis e merecedores de crédito e admiração.
 
Portanto, a partir dessa análise, podemos ver que a sustentabilidade nas suas dimensões ambientais, sociais, econômicas, culturais e éticas está necessariamente atrelada ao valor de uma marca. Cada vez mais, os negócios serão pontuados por sua capacidade de dar conta dos desafios de mercado de forma a reduzir impactos ambientais, riscos financeiros e a contribuir para a sociedade no longo prazo.
 
Respeitando as diferenças culturais nacionais ou globais - incluindo-se aqui a capacidade colaborativa e inovadora entre times de trabalho, bem como dialogando com cada público de relacionamento de forma transparente, segmentada e permanente. E isso vale não só para empresas privadas, mas serve para qualquer organização. Seja ela uma ONG, um sindicato ou mesmo o Governo, seus mandatários eleitos temporariamente para cargos públicos, seus  ministérios e as empresas estatais.
 
Falar de sustentabilidade e marca não se limita ao universo empresarial. Este casamento ultrapassa fronteiras com seus temas igualmente amplos e desafiadores: mudanças climáticas, poluição, direitos humanos, combate à corrupção, transparência nas contas públicas, respeito ao cidadão (em seus diferentes papéis: contribuinte, eleitor, consumidor) e governança corporativa. Além da coerência dos discursos, fator elementar para relações de qualidade nas quais a comunicação possui papel definitivo na construção da sustentabilidade.
 
Aprender e saber cuidar destas variáveis está se tornando cada vez mais o grande desafio da humanidade neste novo século.

Nenhum comentário: