segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Freud organizacional ou "a cura pela fala".

“Quais as emoções que a sua empresa sente?” é uma pergunta totalmente fora dos padrões corporativos, não é mesmo? Quantas vezes você já ouviu alguém preocupado com os sentimentos e os afetos nas relações humanas da organização onde você trabalha? Poucas, provavelmente. Talvez, nenhuma única vez. 

A boa nova é que essa realidade pode estar mudando. Se as áreas de Gente, com seus psicólogos e suas assistentes sociais, não deram conta de cuidar dos sentimentos das pessoas, algumas empresas já estão oferecendo serviços de apoio, por telefone, para empregados com depressão, tristeza crônica, desmotivação. Uma espécie de 0800 individual para questões que entram nesse território da alma humana. Trata-se de um canal onde o empregado pode falar sobre seus problemas e sentimentos sem se identificar, apenas para “desabafar”. Uma abertura para ser ouvido – como numa terapia, digamos assim.

Se em tudo que fazemos e pensamos existe a influência de nossos sentimentos, vivemos o momento ideal para cuidarmos deles dentro das organizações. Empresas como organismos vivos, feitas pela energia do trabalho e da vontade das pessoas que nela convivem, devem perceber que sentimentos influenciam o meio, mudam o clima organizacional, interferem nas metas e impactam na saúde e na segurança.

Nossos sentimentos nos tornam humanos e nossas emoções simplesmente surgem, muitas vezes sem controle. Geralmente durante feedbacks ou mesmo nas reuniões. Muitas vezes os sentimentos se exaltam nas rodas de café, escapulindo com mais nitidez na famosa “rádio corredor” e cada vez mais, pelas redes sociais virtuais.

É claro que uma empresa tem objetivos e metas traçadas com lógica, cálculo e frieza diante de um mercado competitivo, balizado pelos resultados quantitativos. Por isso mesmo, é necessário saber cuidar dos sentimentos humanos. Equilibrar razão e emoção. Saber abrir canais de escuta, de fala, de diálogo dentro das organizações. Nossas metas são racionais, mas somos seres emocionais.

Portanto, vamos falar sobre nossas emoções? Talvez já tenha passado da hora de trazermos Freud para dentro das organizações e colocar os afetos na agenda do cotidiano.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A marca da doçura.

Desde 1974 a marca Ferrero está no Brasil. De início, trazendo o Kinder Ovo. Depois, em 1997, com uma produção local na cidade de Poços de Caldas, em Minas Gerais, atendendo o mercado nacional e também a Argentina, Equador, México,  Estados Unidos e Canadá.

Atualmente, a Ferrero possui mais de mil colaboradores no Brasil (com mais de 21 mil no mundo) e fabrica uma linha de produtos que possui o Kinder Ovo, o imbatível chocolate com brinquedinho surpresa para montar; o bombom Ferrero Rocher; o Kinder Chocolate e ainda as balinhas Tic Tac e o imbatível Nutella, sucesso mundial.


Destaco aqui o creme de avelãs Nutella que é não só um produto vendido no mundo inteiro, como também é um símbolo de uma cadeia bem sucedida de produção global na qual participam diferentes países, com diferentes ingredientes, da Turquia à Indonésia, entre outros. 

A marca italiana já conquistou a preferência de milhares de fiéis consumidores e admiradores (como este que aqui escreve). Não só pelo sabor, mas por ser uma empresa que busca ser cada vez mais socialmente responsável na sua propaganda, nas suas atitudes e nas suas relações. Quer saber mais? Clique aqui e conheça os relatórios sociais e de sustentabilidade da Ferrero.




quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Compartilhando caminhos.

O I Seminário Fornecedores Estácio sobre Sustentabilidade aconteceu no Auditório do Campus João Uchôa, no Rio de Janeiro.

Representantes da Amil, Light e Microsoft apresentaram suas boas práticas de sustentabilidade para professores e times das áreas de Suprimentos, Centro de Serviços Compartilhados e Finanças. 



O encontro foi um passo inicial para ampliar a colaboração na rede de relações que a Estácio possui. Olhar a cadeia de valor e perceber o valor inserido nesses elos de ligação é sempre uma iniciativa importante para se melhorar processos de gestão e modelos de negócio. O desafio é montar um mapa de fornecedores considerados críticos e também ampliar as propostas para pequenos e médios parceiros, sempre buscando o aprendizado como fio condutor de novas relações.

Dessa forma, a Estácio buscou reforçar a sua missão de EDUCAR PARA TRANSFORMAR, ampliando diálogos com diferentes stakeholders e compartilhando valor. Essa iniciativa faz parte do Projeto de Sustentabilidade Estácio.





terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Estética do diálogo.

Espaços também são simbólicos. Decorações, móveis, arquitetura de interiores tudo comunica. Tudo estimula a troca ou ao contrário, inibe a aproximação. Freia a conversa. Creio que nunca falamos tanto em diálogo como nos últimos tempos e ainda não sei ao certo se estamos conversando apenas mais - pelas redes digitais - ou melhor do que conversavam as gerações mais velhas. Imagino que isso vale um estudo mais aprofundado nesses tempos digitalizados. De qualquer modo me chamou a atenção esta foto. 


Me perdoem pois perdi a referência da imagem e, pior, não tenho o crédito do fotógrafo. Mas, por favor, percebam como o espaço convida ao olhar e ao diálogo, numa interação com o grupo. Uma foto maravilhosa para quem pensa em fazer um Painel de Stakeholders bastante interativo ou mesmo um encontro de integração entre lideranças e suas equipes. Quem sabe uma sala de aula? Na verdade, uma grande roda de diálogos e conversações que serve para estes nossos tempos repletos de desafios globais até há pouco tempo impensáveis. Uma beleza de exemplo no qual a estética comunica e intensifica a colaboração coletiva.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Diálogo para mobilizar.

Colocar em movimento a sociedade na busca de soluções para os transportes do Rio de Janeiro, essa é a meta. Se as soluções tipo "top down" não conseguem mais dar conta de tantos interesses e problemas, voltemos ao básico das relações humanas: o diálogo.


É nessa abordagem que a FETRANSPOR, com total apoio de sua Presidência e através de sua Diretoria de Responsabilidade Social além de um trabalho especializado de conteúdo e organização de redes feita pela PARES Consultoria colocou em prática mais uma grande rodada de conversações chamada Diálogos Jovem sobre Mobilidade. O evento reuniu estudantes, trabalhadores, empresários do setor de transportes, jornalistas, ONGs e Governo para debater e sugerir alternativas e soluções para o trânsito e a mobilidade urbana. 

Desafio permanente, pois dinâmico, a questão parece ser de transportes mas é de comunicação. Afinal, o ir e vir nas cidades e ruas é uma grande conexão entre pessoas igualzinho como na palavra. Se a palavra une, o transporte também conecta e diminui distâncias facilitando o encontro. Portanto, o diálogo é o fio que nos reúne nessa grande rede. Parabéns pela iniciativa!

Na foto, empresários e motoristas de ônibus conversam frente a frente, diante de uma interessada plateia e transmitidos on line para o Rio de Janeiro e o mundo, entendendo as mudanças necessárias no transporte feito pelos ônibus da cidade.

domingo, 24 de novembro de 2013

Louis Vuitton branding.

A nova campanha publicitária da Louis Vuitton, traz a música de David Bowie embalando uma atmosfera de realeza, sonho e beleza que a marca francesa sempre buscou transmitir. 

Mais uma vez o luxo se encontra com a história para dar mais valor e requinte exclusivo aos consumidores da famosa marca. Depois do primeiro filme comercial feito pela LV para a atelevisão, rompendo um paradigma de sua estratégia de propaganda e que já nos convidava a uma viagem, a nova proposta nos leva agora para uma festa inebriante de fantasia, cor e poder. Sim, poder possuir uma Louis Vuitton.


Para quem quer se sentir parte de uma classe de nobres extravagantes - como o próprio Bowie - nada melhor do que comprar, possuir e mostrar os objetos do desejo assinados por Louis Vuitton. Comprovantes de que soubemos aproveitar essa viagem intrépida, romântica e ricamente misteriosa.

Certamente, um convite para poucos qualificados economicamente aceitarem. Pessoas diferenciadas que vislumbram um rito de passagem entre as ruas comuns da cidade para os salões encantados de um baile aristocrático, de príncipes e princesas na mágica e misteriosa cidade de Veneza. Um apelo único que somente a LV pode oferecer.

E que tal ver também o Making Of do filme?




quarta-feira, 20 de novembro de 2013

"Descuido e descaso. A insustentável incoerência do ser" (Trecho do artigo publicado no livro CUIDADO e SUSTENTABILIDADE).



Respeitar a vida humana é um princípio essencial desta nossa reflexão sobre o cuidar, que parte da Declaração Universal dos Direitos Humanos: uma conquista que considero até tardia para as nações do planeta e que já deveria ter sido ampliada para a compreensão de um dever cuidar de todos os seres vivos animados e não animados, da fauna e da flora, quem sabe, talvez, numa fusão com a Carta da Terra e na questão educacional, com a Carta da Transdisciplinariedade. Lembrando que se os direitos humanos são por certo impraticáveis sobre uma terra devastada e exaurida, um planeta só de plantas e animais vivendo em equilíbrio dinâmico, mas sem a presença do animal homem, também me parece inútil. Se somos parte de um todo muito maior que, talvez não vá sentir falta do “bicho homem” caso inviabilizemos nossa própria presença, eis aqui mais um motivo para irmos além da precaução ou da prudência e demitirmos de vez o descaso e o descuido com a vida, de nossas práticas diárias. Eis aqui um motivo para estabeleceremos o saber cuidar como base da tal sustentabilidade.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

TV Estácio - Sustentabilidade

http://www.youtube.com/v/JSyu7tTVJDw?autohide=1&version=3&feature=share&autoplay=1&attribution_tag=2sPPiSNO9oPH3HoOoRszeg&autohide=1&showinfo=1

Insustentável x sustentável?

Ser insustentável é privilegiar o descuido e o descaso. Com o outro, com a sociedade e com o ambiente. Me perguntam sempre como definir a tal da Sustentabilidade.Para mim é um conceito simples e prático. 

Ser sustentável é saber cuidar. E, claro, ter o desejo de cuidar. Cuidar de si, com das relações, do próximo e também das questões da nossa sociedade e do ambiente no quais estamos inseridos em nossas dinâmicas culturais, sociais, políticas.


No plano individual, o "Saber Cuidar" é ter esse olhar mais atento aos afetos, ao emocional em equilíbrio com o racional, o físico em equilíbrio com o mental. E claro, o espiritual, tão necessário e tão inexplicável, mas tão necessário.

Assista aqui a um trecho de uma entrevista minha para a Universidade Estácio sobre esse tema. 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Comunicação & Sustentabilidade.



Gravação do programa especial sobre Comunicação & Sustentabilidade para a UTV - Canal Universitário (no Rio, NET 11) com uma entrevista conduzida por alunas de Comunicação Social da Estácio, lá no Campus Tom Jobim na Barra.


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Nenhuma empresa ou negócio nesse nosso mundo pode dizer que seja sustentável.


Nenhuma empresa ou negócio nesse nosso mundo pode dizer que seja sustentável. Ela pode estar momentaneamente sustentável, pois soube fazer seu dever de casa e evitar riscos, bem como estabelecer ganhos de eco eficiência. Mas sustentabilidade vai além. Ela demanda uma visão holística e também demanda inovação. Nesse sentido, o erro faz parte do roteiro desta viagem.

Por isso, quando pensamos em comunicação e sustentabilidade devemos considerar não somente as peças e os veículos usados. Devemos ir além dos orçamentos. Devemos pensar comunicação como um movimento educacional e como um canal de diálogo permanente e “multistakeholder”. Considerando cenários de crise e cenários de celebração.

Ou seja, planejar a comunicação para a sustentabilidade é abrir portas e janelas para públicos muitas vezes não percebidos como essenciais para o negócio. Saber ouvir, mais do que emitir comunicados e enviar informações. Assim, nessa troca, aprender. Inovar. Nos produtos, nos processos, serviços e na busca de oportunidades futuras que vão gerar uma singularidade valiosa para a marca. E com ela, o lucro, a admiração, a relevância e a perenidade da empresa.

Marcas vitoriosas estão buscando esse caminho, de uma comunicação como dinâmica fundadora de um mundo sustentável, de fato. A sociedade também. O que é ótimo, pois ninguém vai dar conta dos desafios sociais, econômicos e ambientais isoladamente. Estamos percebendo que essas dimensões não tem fronteiras. E são inseparáveis.

sábado, 12 de outubro de 2013

Sustentabilidade, por um mundo melhor.

Palestra sobre sustentabilidade na Universidade Estácio com Roberta Medina, VP do Rock in Rio, falando sobre as ações sustentáveis deste mega evento mundial - uma marca cujo posicionamento é "Por um Mundo Melhor". 




A organização do encontro foi da Diretora de Parcerias Estratégicas, Claudia Romano e o auditório da universidade estava lotado (também tivemos transmissão on line para todos os campi no Brasil). 

Pude fazer a abertura do evento e conduzir parte das perguntas. Sempre volto ao princípio de que a sustentabilidade deve começar pelo saber e pelo desejar cuidar. Para tanto, precisamos perceber o outro e nos perceber como partes integrantes do ambiente no qual estamos inseridos. Nesse contexto, o chamado tripple bottom line torna-se novamente um "single bottom line" pois as questões ambientais, sociais e econômicas são simplesmente inseparáveis.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Comunicação emocional.

Não é fácil lidar com o emocional. Uma poetisa disse que o "inconsciente  comanda do invisível". De algum lugar do cérebro, de um verdadeiro mundo secreto, lá está ele pronto para trair nosso lado racional e revelar outras facetas de nossa identidade.

As empresas também têm seu lado inconsciente. Ele é como uma entidade que pode gerar energia e entusiasmo ou apagar por completo a chama daquele tal brilho do ar. O cérebro corporativo manda uma coisa, demanda metas e resultados mas em alguns momentos tudo parece que não sai do lugar. 




É o inconsciente da organização comandando dos bastidores: ninguém combinou nada, mas aquela mudança não aconteceu, aquele objetivo inicial ficou pra depois. E as pessoas agiram como se tivessem esquecido. Como uma parte visível de um iceberg, o cérebro pensa que sabe tudo, mas na profundeza emocional, a parte escondida daquele iceberg é muito mais pesada e lenta, difícil de ser movimentada. Ela manda pois ela é muito maior, tem mais influência.

Muitas vezes, nem a comunicação consegue dar conta. Os canais oficiais, as campanhas daquele chamado "endomarketing", a palavra do líder...não bastarão: o inconsciente organizacional é quase uma entidade paralela. Para decifrá-la é preciso mexer no coração das pessoas. E o cérebro precisa entender isso. Chegou a hora de encarar a emoção corporativa de frente, sem medo de encarar o espelho. 

Leia mais aqui.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Lembranças dos escombros: o que uma ilha nos ensina sobre a sustentabilidade?

Hashima é uma ilha que fica perto da península de Nagasaki, no Japão. É um lugar arruinado. Um pedaço de terra em escombros. Mas nem sempre foi assim. Povoada entre os anos de 1887 até 1974 para a exploração de carvão mineral, a ilha entrou para a história da indústria japonesa sob o patrocínio da Mitsubishi e foi uma novidade arquitetônica para o Japão. 



Ali,  para suportar  furacões e tsunamis uma arquitetura inovadora surgiu com a construção dos primeiros prédios em concreto da história urbana japonesa.

A exploração do carvão mineral, num tempo no qual a fumaça significava progresso, trouxe para a ilha cerca de cinco mil mineradores e suas famílias. Enquanto os homens trabalhavam imundos na montanha insular de carvão, mães zelosas e crianças viviam na organizada cidade de concreto. A felicidade era uma propaganda nacionalista que nunca iria acabar.



A indústria florescia e os empregos estavam garantidos até que um belo dia o o petróleo, outro combustível fóssil e poluente, surgiu como novo recurso para uma civilização energívora e a ilha teve seu destino selado. A exploração ficou cara e como o capital nunca teve bandeira, os investimentos fugiram para outros endereços mais vantajosos que mantiveram a engrenagem da indústria japonesa funcionando não mais a todo vapor, mas sim queimando gasolina, óleo e querosene, os produtos finais do ouro negro, o petróleo.



E o que Hashima nos adverte com seus monumentos abandonados de cimento, ferro, móveis e memórias aparentemente inúteis? A de que predadores também são perdedores. Perdem vínculos todos os dias pois são incapazes de ver além da hora do almoço de hoje. Sustentabilidade tem a ver com a capacidade de mapear riscos e oportunidades no longo prazo e de garantir que vidas inteiras não sejam jogadas de um lado para o outro, de uma hora para outra, conforme os humores das prioridades econômicas do momento. A riqueza é capaz de ter fundos sobrando para preservar o ambiente, mas a sua geração pode criar um débito alto em termos de capital natural e social.


O silêncio de Hashima, assim como o de muitas cidades fantasmas consumidas pelas decisões autoritárias de governos e planos de curto prazo de empresas, nos ensina que a sustentabilidade vai muito além do que estamos acostumados a pensar. Estar sustentável não é ser sustentável, diga-se de passagem.

O futuro cobra caro quando o dia de hoje foi como uma grande festa que parecia não ter hora para acabar. Enquanto a embriaguez da farra não se tornou a dor de cabeça da ressaca, a sustentabilidade parece uma conquista fácil e perene. Hashima que nos sirva de exemplo. 

Conheça mais sobre essa história, acessando: The Guardian.


sábado, 14 de setembro de 2013

Qual é a importância da sustentabilidade nos eventos internos de uma organização?


A boa prática da comunicação organizacional não pensa apenas em ferramentas, veículos ou eventos. Um comunicador empresarial deve pensar antes em como se utilizar dessas plataformas para  engajar, motivar e educar. Dessa forma, um evento, seja ele dentro da empresa ou fora, representa um momento único para que a organização transmita a sua preocupação com a sustentabilidade. Ao estimular o relacionamento humano, um evento aproxima os fornecedores de serviços, os convidados e os anfitriões.  Eventos criam vínculos, portanto. Ou deveriam criar.

Um evento pode ser pensado em seus mínimos detalhes para transmitir questões inerentes à sustentabilidade já na sua formatação. Não só no tema do evento, na sua programação visual, nos discursos, nas folheterias e nas apresentações, mas no seu “embalar” de forma sustentável alinhando a palavra e a ação. Assim, por exemplo, se tivermos um stand construído em madeira, que ele seja certificada e após o evento ela seja reutilizada ou mesmo descartada de forma ambientalmente correta. Se tivermos um jantar ou um almoço, poderemos pensar em um cardápio com elementos diferenciados dos quitutes tradicionais, geralmente cheios de gordura saturada, sal em excesso ou alimentos por demais industrializados. Que tal uma alimentação com base orgânica? 

Outro exemplo: vamos servir bebidas alcóolicas? E como nossos convidados irão voltar para suas casas ou empresas? Estamos preocupados com a segurança deles? Questões como estas geralmente ficam de fora do planejamento, mas representam de forma prática como um evento pode estar 100% coerente, nos seus detalhes, ao discurso da sustentabilidade de uma organização.

Os eventos não podem ser considerados como peças fora da gestão integrada da comunicação organizacional. Eles são ações táticas fundamentais para compor o conjunto de movimentos que cria ou retira valor de uma marca.

sábado, 7 de setembro de 2013

A singularidade de uma marca.

As marcas são como nossas crenças: fazem parte do nosso jeito de viver. Não são apenas símbolos e nomes do que consumimos, são símbolos de nossas personalidades e identidades sociais. 

A humanidade sempre se marcou, sempre buscou orientar-se por uma simbologia religiosa, tribal, nacional. De reinos, de times de futebol, brasões de família, exércitos e toda sorte de movimentos sociais, culturais e políticos.  Naturalmente, o mundo dos negócios também se apoderou dessa vertente e criou as marcas para rotular produtos, serviços e estilos de vida modernos.



Hoje, o que torna uma marca essencialmente diferente de outra é a sua trajetória. A sua história singular. Sua sustentabilidade ambiental, social e econômica. Neste artigo publicado na Plurale, em versão digital, comento um pouco mais sobre esse tema.

Visite, leia mais e depois comente: www.plurale.com.br

domingo, 25 de agosto de 2013

Empreendedorismo.

A Rock Candy é uma nova marca de balas, na verdade, uma doceria que quer resgatar técnicas mais artesanais de fabricação de balas e doces. A loja da Rock Candy é a própria linha de produção e o cliente ao mesmo tempo que compra e consome as balinhas acompanha os especialistas "candy makers" no trabalho de misturar cores e sabores. A loja tem um visual estilo anos 70 e também utiliza uma kombi para simbolizar o espírito da marca.



O empreendimento foi apresentado hoje na Mundo S.A. da Globonews. Veja aqui a matéria completa.  

sábado, 17 de agosto de 2013

A comunicação da sustentabilidade passa pela visão sistêmica.

Sustentabilidade pode ser apenas uma palavra que traz uma ideia abstrata, um sonho. Muitos ainda a confundem com uma utopia, distante da realidade, do dia a dia. Daquele lado prático de nossas vidas e dos processos industriais, de mercado e dos resultados dentro das organizações.

Algumas empresas, por maior necessidade e cobrança da sociedade, dos clientes ou dos investidores, assumiram o desafio de rever seus processos e modelos de trabalho a partir da ótica da sustentabilidade. E quem sabe, liderar a definição de novas tendências.



Para isso acontecer, começaram a ir muito além do organograma tradicional de suas estruturas e das ações táticas de cada diretoria. Passaram a prestar atenção a um todo muito maior: a cadeia de valor envolvida na produção de bens, distribuição, serviços e entregas percebendo as diferentes conexões entre os diferentes stakeholders e assim, juntando o que estava aparentemente separado (ou o que nunca esteve separado de fato).

Um exemplo desse olhar mais amplo e desta visão sistêmica que a sustentabilidade obrigatoriamente traz para dentro das empresas é apresentado pela REXAM, fabricante mundial de embalagens. Pela característica de seu negócio de embalagens a empresa precisa necessariamente aprimorar seu modelo de gestão, de produção e de desenvolvimento de soluções e não só diminuir riscos, mas inovar de forma permanente. 



Por isso, a sustentabilidade entrou definitivamente na sua estratégia e nos seus discursos, sendo trabalhada a partir de três pilares: produtos, pessoas e operações globais. E para entender a rede de relações, impactos e influências que uma marca pode ter de forma abrangente, mesmo sendo tipicamente B2B, a REXAM explica em seu site de forma simples e fácil como pretende garantir sua trajetória rumo à uma cultura de sustentabilidade e garantir a perenidade de seu negócio.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Fórum Docente.

Um Fórum Docente com mais de 700 professores de todo o Brasil reunidos para conhecer boas práticas em projetos de extensão, pesquisa e ensino. Um evento grandioso que a Estácio promoveu para integrar gestão e academia. Dois dias de palestras, apresentações, leitura, troca de conhecimentos e inovação.


Na foto, um flagrante após a palestra do Mestre Claudio de Moura Castro graduado em Economia pela UFMG, com Mestrado pela Universidade de Yale, doutoramento na Universidade de Vanderbilt, em Economia e autor de vários livros cujas provocações inteligentes estimulam a reflexão. Além dele, na mesma foto, a Professora e Dra. Solange Moura, num papo realmente cabeça. Que dia valioso!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Mundo animado. Um negócio criativo.

O ANIMA MUNDI tem mais de 20 anos e neste tempo ele foi muito mais do que apenas um festival de cinema de animação. Foi uma escola pois soube fazer oficinas e ensinar criativos, de todas as idades, a pensar e transformar sonhos em projetos concretos. Com personagens, roteiros, técnicas e talento nacional.



Este ano, o Monumento Estácio de Sá, cuja curadoria é da Universidade Estácio trouxe para sua sala de exposições os bastidores da produção do filme Minhocas, o primeiro longa metragem nacional em stop motion. Pude conferir a mostra e fiquei encantando com a técnica, a inovação e o talento dos nossos profissionais de animação e cinema. Vale a pena conferir, pois a exposição e o próprio monumento com seus detalhes de brasões  pedras e a arquitetura de Lúcio Costa são belíssimos. 

sábado, 3 de agosto de 2013

Sua marca sabe conversar?

Para prevenir uma crise é preciso ampliar a conversa empresarial e da marca. Muitas vezes a crise está sendo gerada no marketing e ninguém  quer enxergar pois os resultados financeiros continuam acontecendo (claro, que em conjunto com outras áreas e devido a fatores conjunturais mais amplos). Entendo que ir além da caixinha do cliente e das diretrizes do marketing tradicional é uma meta cada vez mais vital para as empresas e suas marcas. 

O marketing que aprendemos nas escolas de negócio continua considerando apenas a conquista de mercado, o público-alvo, a disputa com os concorrentes, a guerra de preços e o domínio do setor no qual atua. Ou seja, utiliza apenas palavras cuja conotação se remete ao modelo militar de guerra comercial. Um jeito de fazer as coisas acontecerem de forma fragmentada - mais ou menos como num grande campo de batalha no qual eles, os outros, os inimigos lutam contra nós. Um modelo que muitas vezes traz o campo de batalha para dentro da organização.

Este modelo funcionou até hoje com pesados custos ambientais e sociais pois não  percebe a sociedade na qual a empresa e a sua marca estão inseridas como elementos integrados. Considera apenas uma parte do todo, renegando outros atores (stakeholders) que influenciam o andamento do negócio. O resultado é um risco elevado para a reputação da marca, pois o marketing pode falar o que não deve e prometer o que a marca não vai cumprir, ou vai cumprir causando estragos ao longo da cadeia de valor pois a cultura que dá vida para a marca e para a empresa, ela mesma não acredita no processo em curso, nem está engajada para fazer as coisas funcionarem de forma verdadeiramente sustentável. 

Na maioria das vezes, as pessoas que fazem a cultura da empresa acontecer são meros cumpridores de tarefas, peões do jogo de poder corporativo que acabam por se relacionar de forma hierárquica e burocrática robotizando o lado humano de cada pessoa que existe por trás do crachá e do número da matrícula ou do e-mail corporativo.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Marcas sustentáveis.


Uma marca que se pretenda sustentável de fato tem produtos, relacionamentos e modelos cuja proposta esteja alinhada com esse compromisso. Temos bons exemplos acontecendo aqui mesmo no Brasil. Marcas cujo compromisso ético com a responsabilidade ambiental, social, econômica e na governança corporativa é capaz de gerar valor compartilhado no presente e no futuro. Através não só da comunicação em torno do nome, da marca e seus projetos, suas ofertas e preços promocionais de forma usual, mas de processos administrativos, modelos de aprendizagem, crenças e bons exemplos. 
Projetos que desde a ideia original já se norteiam pelo modelo amplo, holístico  e sistêmico que a sustentabilidade demanda. Porque para sermos sustentáveis de fato precisamos integrar, conectar diferentes atores e assim, quanto menos fragmentados estivermos, mais sustentáveis seremos pois a teia da vida é interdependente.Nela tudo importa, tudo pesa, tudo equilibra.

Assim, a sustentabilidade de uma marca se inicia por uma conduta orientada num pensar, dialogar, planejar e agir de forma integral reunindo a ética, a estética e a técnica competente a fim de entregar as promessas da marca em cada vínculo da rede de relações, em cada experiência de contato. Simples e complexo. Óbvio e admirável.
Se o branding se alimenta de uma cultura e uma gestão baseadas na busca da sustentabilidade a marca vai conquistar prestígio e gerar maior confiança, ambos reconhecidos pelo mercado, assim como pela opinião pública. Estas marcas estão estampadas nos jornais e nas revistas dos setores de de mineração, da química verde, da cosmética e da indústria da beleza, de máquinas e equipamentos eletrônicos e em tantos outros segmentos.

domingo, 28 de julho de 2013

Educação que transforma.

Estácio está divulgando campanha institucional que valoriza histórias reais de alunos e mestres. A instituição trabalhou com a equipe de  criativos da Artplan para veicular quatro mensagens em jornais do Rio de Janeiro, de São Paulo e Brasília e ainda revistas como Época e Veja entre outras. 

As histórias tratam de professores com mais de trinta anos de casa, de alunas que voltaram a estudar depois de muito tempo longe das salas de aula e de pessoas que transformaram suas vidas como resultado no investimento em educação.

Histórias como a do Professor Carlos Roma e da Giania Maria. Veja os anúncios abaixo.




A alma de um bom negócio.

A Imagens Bahia é uma marca que existe desde 1956 e produz estátuas de gesso de diferentes santos, orixás e divindades numa variedade que agrada a uma infinidade de devotos e esotéricos de todas as tendências. Nessa empresa, com todo respeito aos seus consumidores, a religiosidade casa com a indústria para que a fé e a devoção se realizem de forma concreta em detalhes de colorida beleza. 

Entre os mais de dois mil objetos fabricados e distribuídos pelo Brasil e pelo mundo, a Imagens Bahia enfrenta a concorrência dos produtos similares confeccionados na China. No final do ano, a máquina da guerra comercial chinesa oferece milhares de imagens natalinas, que chegam com custo extremamente reduzido.



Nada contra. É a lei do mercado operando no mundo dos homens. Sem dogmas, pecados ou bênçãos divinas. Se o Reino dos Céus tem que fazer-se realidade na Terra é o mercado que vai viabilizar o sonho dos fiéis e o lucro dos empreendedores. Seja pela iniciativa dos empresários brasileiros, seja pela bíblia dos comunistas chineses que prega liberdade na economia com onipresente repressão política.


O negócio da Imagens Bahia já está na quarta geração e consome toneladas de gesso. Depois da produção fabril, cada unidade tem um acabamento artesanal e artístico detalhado e atencioso. A alma deste negócio é laica, mas trabalhar com a simbologia do sagrado exige atenção redobrada para que ninguém se sinta ofendido. Neste ou no outro mundo. 

Veja mais em Mundo S.A. da Globonews, na matéria Hóstias e Santos.





sexta-feira, 26 de julho de 2013

Travolta agora toma Ypióca?

O ator de Os Embalos de Sábado à Noite', ‘Grease' e ‘Pulp Fiction', John Travolta brasilizou. Ao menos no segmento das aguardentes de canaEle se tornou o garoto propaganda da Ypióca, marca cearense de cachaça, adquirida em 2012 pela gigante global de bebidas Diageo - dona da Johnnie Walker e da Smirnoff, entre outras.

Em campanha cujo conceito apela para o convite de "Vamos brasilizar?" a marca Ypióca trouxe o ator americano para divulgar a bebida  tentando revelar um jeito de ser (e de beber) de um Brasil publicitariamente estereotipado. 


Seria ele mesmo a cara dessa marca? Talvez, mas certamente é o público quem vai perceber essa afinidade e decidir sobre isso.

A campanha foi feita pela agência DM9 e além de filmes para a TV, traz ainda movimentos integrados no Youtube e em canais outdoor, contando  com outras agências especializadas para tentar fazer o conceito brasilizar emplacar de fato. A VML responsável pela parte digital, Luciana Branco Comunica nas relações públicas e o planejamento pensado pela  Box 1824.




Administrar uma empresa é administrar pessoas.

Publico abaixo um trecho da entrevista com o CEO da Mormaii, Marco Aurélio Raymundo, médico e empreendedor, mais conhecido pelo apelido de Morongo e cujos produtos competem hoje com grandes marcas esportivas mundiais como a Billabong e a QuicksilverA matéria completa sobre a Mormaii pode ser lida no site do Jornal Estado de São Paulo. Vale a pena!



Formação. 
“Geralmente os empresários são treinados em universidades que falam muito sobre números e administração. E eu estudei sobre o 'bicho homem'. E como cuidar de uma empresa nada mais é do que administrar esse bicho, eu posso até dizer que me dei melhor”.

Acertos.
“As coisas foram dando certo porque nunca perdi o entusiasmo. É fato também que quando você implanta um sistema mais democrático, menos ‘mim chefe, você escravo’, fica mais fácil”.

Gente.
 “Administrar uma empresa nada mais é do que administrar pessoas. Só. Então, se você colocar as pessoas certas nos lugares certos, você também atrai as pessoas que estão alinhadas com a empresa”.

sábado, 20 de julho de 2013

Marcas e a sociedade em rede. Rede de diálogo e rede de violência.

As últimas manifestações no Rio de Janeiro terminaram mais uma vez em quebra-quebra. Independentemente das pautas e dos protestos e em meio a um cenário de vandalismo assustador, a loja da Toulon no Leblon teve a vitrine destruída, a loja saqueada e manequins e móveis queimados por gente violenta que acredita na violência como arma política. 


A loja evidentemente deixou uma mensagem no tapume e eu deixo registrado aqui a imagem retirada do Facebook da marca. Agora, as marcas e as ruas se encontram além dos planos de marketing e ampliam a percepção de que estamos em rede, vivendo numa sociedade cada vez mais complexa. Mesmo assim, os métodos dos violentos nunca se justificam pois caminham opostos ao diálogo - a ponte para o encontro nesse nova sociedade em rede


Diferentemente da sociedade industrial que funcionava aparentemente de forma linear e com previsibilidade, assim como uma grande máquina, na sociedade em rede a complexidade inerente aos relacionamentos humanos demanda um novo olhar. Muito mais amplo e participativo, temas que antes nunca seriam considerados, agora precisam ser pontuados no mapa de riscos e também considerados como oportunidades. 

O dinamismo dessa rede e deste cenário inédito coloca empresas e marcas obrigatoriamente mais próximas de públicos pouco considerados anteriormente nos planos de trabalho, de novos produtos e serviços. A responsabilidade enquanto habilidade de resposta frente aos momentos de crise ganha destaque e cada vez mais valor estratégico.

A lógica dos negócios mudou por completo e quem ficar teimando em trabalhar com velhas fórmulas vai ficar perdido no meio dessa espiral interdependente.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Sustentabilidade da marca.

 
 
 
 
 Não é novidade falarmos em “sustainable branding” ou sustentabilidade da marca. Um compromisso verdadeiro com a responsabilidade ambiental, social, econômica e na governança corporativa capaz de gerar valor compartilhado e de longo prazo. Através não só da comunicação em torno do nome, da marca e seus projetos, suas ofertas e preços promocionais de forma usual, mas de processos administrativos, modelos de aprendizagem, crenças e exemplos. No comportamento de cada pessoa envolvida e trabalhando dentro da empresa.
 
  Uma gestão baseada numa cultura que pensa, dialoga, planeja e age de forma sustentável seguindo uma conduta ética, estética e técnica entregando as promessas da sua marca em cada vínculo de sua rede de relações. Simples e complexo. Óbvio e extremamente valioso.
 
 Se o branding se alimenta de uma cultura e uma gestão baseada na busca da sustentabilidade a marca vai ganhar prestígio, valor e confiança. Reconhecidos pelo mercado, assim como pela opinião pública. Os bons exemplos estão nos jornais nos setores de educação superior, de mineração, química verde, cosmética e beleza, máquinas e equipamentos eletrônicos e também de serviços. 
 
  E eu nem precisei escrever aqui o nome dessas marcas, pois você mesmo (a) leitor (a) já se lembrou de cada uma delas, não é mesmo?