quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Cultura organizacional: qual sua identidade profissional?

A pergunta acima é uma provocação.Li recentemente que a Phillips estava apoiando a concepção de um robô social, o Smart Companion e também o eMuu, um robô emotivo capaz de demonstrar seus afetos. Curioso...
 
Agora, retornando ao ambiente organizacional. A cultura da organização é capaz de moldar afetos e emoções no ambiente de trabalho? Certamente. Portanto, voltemos ao título deste post. Qual a sua identidade profissional? Você possui um rosto racional, lógico e exato enquanto profissional com crachá, matrícula e vale-transporte e outro mais emotivo fora das fronteiras trabalhistas? Outra provocação, nada grave e, diga-se de passagem, muito comum.

Sabemos que representamos papéis sociais em diferentes ocasiões, não é verdade? Mas eis aqui um complicador (ou uma boa nova, dependendo do seu ponto de vista): há uma nova geração chegando nos escritórios e fábricas, lojas e repartições. Uma geração inteira que nasceu na transparência das redes sociais da web, de exposição de suas vidas privadas publicamente com fotos, postagens, comentários, chats e micro vídeos no YouTube.
 
Uma garotada que vive abertamente sua personalidade e que em grande parte não suporta a rigidez de ambientes hipócritas ou - menos, ambientes nos quais não podem ser de fato "como eles são". Com suas ambições, sonhos, afetos e potenciais. E as empresas, ansiosas por inovações e novas possibilidades no mercado ultra competitivo, estão apostando nessa meninada. Programas de trainees e a possibilidade de crescimento rápido na carreira estão em alta e uma nova mentalidade mais natural, sincera e emotiva torna-se com um vírus a contaminar a cultura organizacional, de maneira muito saudável!  
 
Afinal, ninguém precisa de robôs emotivos para preencher espaços que são necessariamente humanos. Com alma, coração, razão, palavra e um espontaneidade contagiante. 

2 comentários:

Carla disse...

Fiquei refletindo sobre a espontaneidade contagiante, alma e coração... É muito angustiante e por vezes doentio quando não temos a oportunidade de simplesmente sermos nós mesmos e expressarmos nossos sentimentos abertos em relação a forma de condução de diversos assuntos nas organizações. Mesmo fazendo de forma comedida e profissional em empresas com a mentalidade do "manda que pode e obedece quem tem juízo" é muito difícil encontrar formas corretas e transparentes de expressão.

Luiz Antônio Gaulia. disse...

Carla, obrigado pelo seu post. Pense sempre que a mudança é possível: as pessoas podem ser contagiadas com palavras e atitudes que fazem o ambiente de trabalho e a energia da equipe mudar. Somos o que pensamos e a nossa mente segue o que as nossas palavras transmitem.