terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Uma aula de transparência.

Crises de reputação e imagem podem começar com um boato, um comentário numa rede social, um acidente ou mesmo uma pergunta não respondida de forma correta, seja de um jornalista, de uma autoridade do governo, de um empregado ou mesmo de um cliente.

Aliás, esses públicos hoje se misturam em seus perfis e olhar apenas para uma frente de contato nos faz perder toda uma oportunidade de diálogo e de valorização da nossa marca e da confiança sobre ela depositada. Um empregado pode ser um acionista, pode ser um cliente, pode ser membro de um sindicato. Ou, ao contrário, um cliente pode ser membro de uma ONG, pode ser um jornalista free lancer ou pode ser um juiz, um desembargador, um promotor de justiça. Ou seja, a complexidade do mundo atual, amplificada pelos canais da web e pela facilidade de acesso à tecnologia barata ou mesmo gratuita demanda uma abertura cada vez maior das empresas.

Um bom exemplo dessa transparência vem do McDonalds, do Canadá, através de uma apresentação rápida e eficiente da Diretora de Marketing admitindo que o sanduíche vendido na loja é diferente do sanduíche fotografado na propaganda. Uma aula de prevenção de crise  e de relacionamento para os tempos atuais. Confira!

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O que o lançamento de uma novela ensina sobre a "rádio corredor"?

No final da novela Avenida Brasil da TV Globo, lá pelos  capítulos finais do folhetim, todo mundo já sabia que Salve Jorge entraria no ar. Os espectadores já sabiam sobre a  locação, quem seria o herói, o bandido, a mocinha, o nome dos atores, da autora e a base da trama que iria se desenrolar nos meses seguintes. Todo mundo estava avisado pela telinha, pelas revistas, nas notícias dos jornais e nos sites noveleiros e de artistas. Ou seja, a novidade estava sendo compartilhada de antemão, de forma integrada e sem segredos.

Minha pergunta é simples: por que a comunicação interna não trabalha nessa mesma linha estratégica? Por que na maioria das organizações a notícia que circula nos canais oficiais ou é sempre velharia, já tendo sido divulgada externamente na imprensa, ou é resultado das versões produzidas pelos corredores?

A estratégia de lançamento das novelas dão um gostinho daquilo que vem pela frente sem provocar rupturas, dentro de um calendário de comunicação que começa semanas antes do momento da estréia e da mudança. Essa é uma lógica que deveria ser adotada nas organizações pela comunicação interna. Uma boa lição para quem quer acabar com a rádio corredor, aquela rede de fofocas que distorce expectativas e confunde muito mais do que esclarece.

Claro, que problemas de gestão nunca serão resolvidos pela comunicação, mas a forma como se conversa e como se esclarecem projetos, mudanças e lançamentos ajuda muito para a credibilidade dos canais internos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Relacionamento ganha-ganha.

A Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida marcou uma época na publicidade, no jornalismo e na mídia: uma série de vídeos, anúncios, eventos e mobilizações eram feitas gratuitamente com o trabalho voluntário de profissionais renomados do mercado da comunicação carioca. A causa era nobre: a solidariedade - um produto cuja demanda continua em alta.
 
Um dos filmes, memorável, trazia o maestro Tom Jobim contando uma parábola que é uma verdadeira aula de sabedoria coletiva e relacionamento ganha-ganha (só para repetir uma expressão que está muito na moda quando se fala em sustentabilidade).
 

 
Confiram!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Rebranding da American Airlines.

FutureBrand fez o rebranding da American Airlines. O próprio CEO da companhia deu o recado para transmitir a mensagem da mudança. Diz o presidente que o exterior das aeronaves demonstra a mudança que vem de dentro, na busca por servir melhor os clientes. Melhor, pois é assim que se dá coerência ao discurso do marketing. 

Além disso, um dos atributos que podemos perceber desta marca, mesmo que repaginada, continua sendo o seu jeito "americano" de ser.
 

Há um apelo nacionalista no nome, nas cores e no discurso e todo apelo deste tipo pode sempre esbarrar em reações emocionais que não percebem o orgulho de ser americano da mesma maneira que os próprios americanos.

Este tipo de apelo funciona muito nos limites internos do país de origem da empresa, como a Petrobras aqui no Brasil, mas não lá fora, quando a companhia compete com marcas que podem ter alto padrão de serviços e qualidade, sem ostentar uma bandeira deste ou daquele país. Os apelos nacionalistas podem criar reações adversas aos objetivos da empresa (veja aqui um exemplo).


Mas a própria história das companhias é sempre um dos pilares para a construção (ou reconstrução) do branding. Não dá para se jogar fora a memória empresarial, a memória da marca, fruto de uma cultura original e de um jeito de ser característico e único.



Portanto, o trabalho da American é lindíssimo e bem posicionado. Vale a pena conhecer e...viajar?