sexta-feira, 22 de março de 2013

A comunicação e a água.

Hoje é o Dia Mundial da Água, data criada pela ONU, em 1992, quando foi divulgada a “Declaração Universal dos Direitos da Água”. Aliás, a comunicação é como a água, vocês repararam? Não tem como represar porque ela sempre encontra um caminho para chegar ao seu destino. A comunicação, assim como a água, tem uma fluidez benéfica porque quando ela acontece de forma integrada e permanente, hidrata a organização de modo a tornar as relações muito mais saudáveis, colaborativas e confiáveis.
Se a vida não existe sem a água, uma empresa e seu negócio não existem sem a comunicação.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Dia 22 de março é o dia mundial da água!

Água: fonte da vida. Luz líquida. De um lado ela é escassa. De outro é desperdiçada. Para uns é descuido, para outros é tesouro, preciosidade.Nesta data, criada pela ONU,a água é celebrada.



A foto acima é de Arne Hoel do World Bank e como imagem, nos fala ao coração. Um brinde à esperança e à lucidez de homens, empresas e governos. A água é de todos, assim como a responsabilidade.

sábado, 16 de março de 2013

Sustentabilidade: risco, oportunidade, inovação.

Sustentabilidade é conceito ainda mais repleto de perguntas do que de respostas. São várias interpretações do que seja "sustentável" e uma grande maioria de executivos ainda relaciona o termo apenas com a questão da perenidade. É sustentável aquilo que se perpetua no tempo. Correto. Mas não é só isso: as dimensões ambientais, sociais e econômicas devem ser entendidas como um conjunto indivisível capaz de manter-se em equilíbrio para evitar distorções ao longo do tempo. As três dimensões devem ser consideradas no balanço contábil (Triple bottom line).


Assim,  nenhuma empresa rica pode funcionar por muito tempo cercada de pobreza por todos os lados; nenhuma sociedade manterá sua riqueza se destruir por completo todos os recursos naturais disponíveis no curto espaço de tempo de uma geração; não vamos conseguir preservar a vida das florestas ou das baleias sem que tenhamos também geração de empregos e renda. Portanto, sequer pensar no assunto, torna-se um risco muito maior do que investir na questão e descobrir novas maneiras de fazer negócios, gerar valor e cuidar da rede de relações nas quais vivemos.

Sustentabilidade é mais do que "obedecer à Lei" (a legislação ambiental, as relações trabalhistas, as boas práticas da governança corporativa etc.). Também deve ser percebida além da capacidade de "diminuir riscos" pois ao descobrir erros e falhas nos processos da organização é natural que sejam traçados planos de mitigação  ou compensação de riscos e falhas (o que qualquer programa de qualidade faz). A sustentabilidade precisa ser entendida como um potencial de inovação: uma empresa pode tornar-se trend setter e definir novos caminhos para o mercado e desta forma posicionar-se na liderança, na linha de frente de seu segmento de atuação como a vanguarda a ser seguida, criando novos mercados e ganhando uma vantagem em relação aos seus concorrentes. Claro que esta é uma meta audaciosa que deve acontecer com apoio total dos líderes.  Lideranças igualmente inovadoras prontas para patrocinar o aprendizado organizacional nessa trajetória.


O que não dá mais é ficar esperando, sem fazer nada. As mudanças climáticas estão aí para comprovar essa emergência: uma questão que afeta a todos os negócios, os países e os cidadãos do mundo pois não respeita fronteiras políticas, limites de propriedades ou diferenças de classes sociais.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Comunicar é descobrir o outro.

Informação é um dado. Uma nota. Não é comunicação. Escrever um jornal para quem mal sabe ler, não é comunicação. Enviar um e-mail no meio de um turbilhão de mensagens, não é comunicação. Gritar no meio de surdos não é comunicação. Comunicação é desvendar as expectativas do outro, com inteligência, gentileza e cuidado.



Comunicação é o encontro com o outro, a escuta do outro, a descoberta da linguagem, do jeito de pensar e agir do nosso interlocutor. É prestar atenção aos detalhes, ouvir com presença e sintonia.Comunicar é conseguir realizar feitos extraodinários e que muitas vezes são simples, basta prestar atenção.

sábado, 2 de março de 2013

A sustentabilidade além da gestão de riscos.

Nesta semana tive o privilégio de participar de um encontro patrocinado pelo IFC -  International Finance Corporation e chamado de Sustainability Days. Um ciclo de diálogos promovido em vários países ondenos quais o IFC atua.

Como todos os encontros sobre sustentabilidade e suas definições, dilemas, construções e utopias possíveis, os debates foram intensos reunindo gestores de diferentes setores do mercado e da sociedade. Das empresas participantes tínhamos experts como Denise Hills do Itaú-Unibanco, de Eriko Ishikawa do IFC e Rilwan Meeran da Leopard Capital, entre outras personalidades.

Para complementar, estive reunido também com Ricardo Guimarães e Eduardo Hiroshi da Thymus numa conversa, sempre inspiradora, que conectou sustentabilidade e branding. Duas plataformas  de construção do futuro das organizações e da sociedade.

Muito além do olhar sobre erros e falhas ou da gestão de riscos, a sustentabilidade traz ou deveria trazer como diferencial um olhar inovador sobre como a empresa funciona e deveria funcionar. Pensando não sobre o que já aconteceu, mas no que se deseja para o futuro e como a empresa pode descobrir potenciais de inovação já existentes.

O branding flui neste mesmo sentido ao inserir a cultura da marca num espaço vivo e não apenas racional ou didático, repleto de regras e indicadores, baseados em pesquisas frias que apontam o "público-alvo" a ser impactado. As duas disciplinas tratam de criação de valor compartilhado através de vínculos e significados relevantes para todos os integrantes da rede de relações de uma empresa. Através destes vínculos, as pessoas podem aproximar visões de mundo e modelos mentais capazes de transformar realidades quando colocados em prática.