sábado, 29 de junho de 2013

Organizações de carne e osso.

Controlar, burocratizar e ordenar são verbos que funcionam perfeitamente quando percebemos o mundo como uma grande máquina. Mas seres-humanos não são recursos mecânicos. Nossas emoções e conflitos agem numa espécie de mercado paralelo às diretrizes organizacionais, um "Lado B" da decisões tiradas a partir de planilhas e pesquisas frias de marketing. Quando pensamos na comunicação devemos perceber que não bastam jornais, revistas, e-mails, crachás e cartazes para dar conta do universo de diálogo palpitante e humano, vivo e dinâmico que faz das organizações uma gigantesca teia pulsante na qual cada nó, cada ponto de contato respira, sente e vibra. E influencia o todo.

A mentalidade que considerava o mundo apenas como um grande relógio, pronto para ser manipulado e aparafusado e assim considerava apenas a parte racional e cartesiana das relações (e que ajudou a construir toda a civilização industrial é verdade) não pode ser separada da parte emocional, humana e complexa da vida. Pensar a comunicação diante dessa complexidade viva é um desafio, pois deve considerar que racional e emocional convivem juntos e inseparáveis. Não pode ser um ou outro. Tem que ser os dois misturados...Quando só um lado domina a questão, o desequilíbrio afeta o conjunto do sistema.

Ser-humano não tem manual técnico de funcionamento, nem fica obsoleto como as máquinas. A comunicação assim, deve ser entendida como uma grande troca de energias a partir da busca permanente pelo diálogo, pela conversa e o entedimento do outro: sua opinião, sua mentalidade, suas expectativas. Conversar é uma arte sublime que parte da escuta e da empatia, da abertura e da troca de ideias.

Um comentário:

Anônimo disse...

Ricardo Guimarães da THYMUS utiliza a comparação com a biologia para explicar as organziações empresariais. Além disso, Fritjof Capra já tinha escrito em "Conexões Ocultas" e no "A Teia da Vida" as questões relativas à organização viva. Bom para pensarmos!