domingo, 9 de junho de 2013

Quando a fumaça comunicava o progresso.


  Quando leio que o “crescimento chinês” ainda está servindo de motor para a economia do mundo me lembro que fumaça já foi, no Ocidente, sinal de progresso. Durante a Revolução Industrial a queima de carvão movimentou manufaturas e fábricas e utilizou mão de obra de crianças e camponeses em busca das luzes da cidade e do tal progresso. Poluição fazia parte da produção.


 
 Num evento na Bolsa do Rio, recentemente, reparei nos lindíssimos vitrais do salão de eventos. Datados de muitas décadas depois da Revolução Industrial na Inglaterra eles estão lá atestando nosso salto industrial tardio e em modelos ambientalmente caóticos. Nas paredes laterais, as cores da poluição fumegante sendo expelida por chaminés, máquinas e navios a vapor ainda confirma, em detalhada beleza artística, que poluir era sinal de pujança econômica aqui nas terras do gigante adormecido.
 Desequilíbrio perdoado em nome de uma economia que desconsiderava por completo ser parte integral e inseparável do ambiente. Isto sem falar dos impactos sociais da poluição na saúde dos empregados das indústrias...igualzinho na China de hoje cujas nuvens de fuligem industrial chegam a atingir o Japão. Graças a Deus, as coisas estão mudando. Não de forma rápida como as mudanças climáticas parecem nos exigir, mas mudando com novos modelos de produção, novas pesquisas nas áreas de energia limpa e novas maneiras de pensar o progresso de forma sistêmica.

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