sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Lembranças dos escombros: o que uma ilha nos ensina sobre a sustentabilidade?

Hashima é uma ilha que fica perto da península de Nagasaki, no Japão. É um lugar arruinado. Um pedaço de terra em escombros. Mas nem sempre foi assim. Povoada entre os anos de 1887 até 1974 para a exploração de carvão mineral, a ilha entrou para a história da indústria japonesa sob o patrocínio da Mitsubishi e foi uma novidade arquitetônica para o Japão. 



Ali,  para suportar  furacões e tsunamis uma arquitetura inovadora surgiu com a construção dos primeiros prédios em concreto da história urbana japonesa.

A exploração do carvão mineral, num tempo no qual a fumaça significava progresso, trouxe para a ilha cerca de cinco mil mineradores e suas famílias. Enquanto os homens trabalhavam imundos na montanha insular de carvão, mães zelosas e crianças viviam na organizada cidade de concreto. A felicidade era uma propaganda nacionalista que nunca iria acabar.



A indústria florescia e os empregos estavam garantidos até que um belo dia o o petróleo, outro combustível fóssil e poluente, surgiu como novo recurso para uma civilização energívora e a ilha teve seu destino selado. A exploração ficou cara e como o capital nunca teve bandeira, os investimentos fugiram para outros endereços mais vantajosos que mantiveram a engrenagem da indústria japonesa funcionando não mais a todo vapor, mas sim queimando gasolina, óleo e querosene, os produtos finais do ouro negro, o petróleo.



E o que Hashima nos adverte com seus monumentos abandonados de cimento, ferro, móveis e memórias aparentemente inúteis? A de que predadores também são perdedores. Perdem vínculos todos os dias pois são incapazes de ver além da hora do almoço de hoje. Sustentabilidade tem a ver com a capacidade de mapear riscos e oportunidades no longo prazo e de garantir que vidas inteiras não sejam jogadas de um lado para o outro, de uma hora para outra, conforme os humores das prioridades econômicas do momento. A riqueza é capaz de ter fundos sobrando para preservar o ambiente, mas a sua geração pode criar um débito alto em termos de capital natural e social.


O silêncio de Hashima, assim como o de muitas cidades fantasmas consumidas pelas decisões autoritárias de governos e planos de curto prazo de empresas, nos ensina que a sustentabilidade vai muito além do que estamos acostumados a pensar. Estar sustentável não é ser sustentável, diga-se de passagem.

O futuro cobra caro quando o dia de hoje foi como uma grande festa que parecia não ter hora para acabar. Enquanto a embriaguez da farra não se tornou a dor de cabeça da ressaca, a sustentabilidade parece uma conquista fácil e perene. Hashima que nos sirva de exemplo. 

Conheça mais sobre essa história, acessando: The Guardian.


sábado, 14 de setembro de 2013

Qual é a importância da sustentabilidade nos eventos internos de uma organização?


A boa prática da comunicação organizacional não pensa apenas em ferramentas, veículos ou eventos. Um comunicador empresarial deve pensar antes em como se utilizar dessas plataformas para  engajar, motivar e educar. Dessa forma, um evento, seja ele dentro da empresa ou fora, representa um momento único para que a organização transmita a sua preocupação com a sustentabilidade. Ao estimular o relacionamento humano, um evento aproxima os fornecedores de serviços, os convidados e os anfitriões.  Eventos criam vínculos, portanto. Ou deveriam criar.

Um evento pode ser pensado em seus mínimos detalhes para transmitir questões inerentes à sustentabilidade já na sua formatação. Não só no tema do evento, na sua programação visual, nos discursos, nas folheterias e nas apresentações, mas no seu “embalar” de forma sustentável alinhando a palavra e a ação. Assim, por exemplo, se tivermos um stand construído em madeira, que ele seja certificada e após o evento ela seja reutilizada ou mesmo descartada de forma ambientalmente correta. Se tivermos um jantar ou um almoço, poderemos pensar em um cardápio com elementos diferenciados dos quitutes tradicionais, geralmente cheios de gordura saturada, sal em excesso ou alimentos por demais industrializados. Que tal uma alimentação com base orgânica? 

Outro exemplo: vamos servir bebidas alcóolicas? E como nossos convidados irão voltar para suas casas ou empresas? Estamos preocupados com a segurança deles? Questões como estas geralmente ficam de fora do planejamento, mas representam de forma prática como um evento pode estar 100% coerente, nos seus detalhes, ao discurso da sustentabilidade de uma organização.

Os eventos não podem ser considerados como peças fora da gestão integrada da comunicação organizacional. Eles são ações táticas fundamentais para compor o conjunto de movimentos que cria ou retira valor de uma marca.

sábado, 7 de setembro de 2013

A singularidade de uma marca.

As marcas são como nossas crenças: fazem parte do nosso jeito de viver. Não são apenas símbolos e nomes do que consumimos, são símbolos de nossas personalidades e identidades sociais. 

A humanidade sempre se marcou, sempre buscou orientar-se por uma simbologia religiosa, tribal, nacional. De reinos, de times de futebol, brasões de família, exércitos e toda sorte de movimentos sociais, culturais e políticos.  Naturalmente, o mundo dos negócios também se apoderou dessa vertente e criou as marcas para rotular produtos, serviços e estilos de vida modernos.



Hoje, o que torna uma marca essencialmente diferente de outra é a sua trajetória. A sua história singular. Sua sustentabilidade ambiental, social e econômica. Neste artigo publicado na Plurale, em versão digital, comento um pouco mais sobre esse tema.

Visite, leia mais e depois comente: www.plurale.com.br