quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Sem Photoshop, por favor.

Padrões de beleza sempre foram culturais variando de época, de lugar e de sociedade. Cada uma possui um modelo que considera "bonito ou feio". Numa sociedade visual como a nossa, a estética e a questão da beleza ganham maior relevância influenciando até o amor próprio de muita gente. Mas algo de novo vai ganhando força. Talvez uma mudança nos padrões da propaganda que incentivam as pessoas comuns a serem elas mesmas e assim, mais felizes e...bonitas!



Nessa tendência, me parece que algumas marcas estão buscando novas formas de falar e vender seus produtos e serviços para as pessoas. Na área da Cosmética, marcas como a Natura e a Dove seguem a linha de valorizar o real de cada mulher, de cada homem. No segmento da Moda, a marca de lingeries Aeire, quer conquistar o público feminino veiculando uma campanha de comunicação e marketing com mulheres comuns, "modelos" sem retoques no Photoshop. A proposta é mostrar às mulheres que elas devem ser como são, de verdade, sem os exageros ou neuroses para perseguir uma perfeição de beleza impossível de ser atingida.Vamos acompanhar esses movimentos pois certamente mexerão com alguns paradigmas.

 

sábado, 25 de janeiro de 2014

Painel de Stakeholders.

Hoje, tive a oportunidade de participar do I Painel de Stakeholders da Estácio Particpações. O encontro reuniu o Presidente da Estácio, Rogério Melzi e um grupo de executivos da companhia, além da minha equipe de trabalho, a consultoria da Catavento, capitaneada por Clarissa Lins e alguns outros convidados ilustres. 


O objetivo era entender cenários e compartilhar ideias e percepções a respeito do papel de uma instituição de ensino privado na construção do desenvolvimento sustentável do Brasil. Foi sensacional ter esse diálogo com Paulo Nassar da ABERJE, Sérgio Besserman da PUC, além de Ricardo Guimarães da THYMUS, Marina Grossi do CEBDS, Jorge Soto da BRASKEM, Sérgio Campos da POLLUX e a Profa. Patrícia Almeida Ashley da UFF entre outros. Educação, gente culta e brilhante fazem toda a diferença. O dia foi memorável. Com inteligência podemos fazer coisas extraordinárias acontecer no nosso país. O importante é também saber contar essas narrativas e compartilhar conhecimento. 

Algumas empresas estão fazendo isso muito bem pois já descobriram que máquinas e equipamentos não valem nada sem a energia e o talento das pessoas. Especialmente em tempos desafiadores e complexos, quando a rede de relações e a capacidade de pensar e interagir fazem toda a diferença para a construção de marcas singulares e perenes.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Perto e distante.

Este é meu novo artigo publicado no site da ABERJE e que compartilho também por aqui para os seguidores do blog.
 
Um psicólogo do qual eu não recordo o nome, falou recentemente numa entrevista que a tecnologia estava permitindo que os distantes ficassem mais próximos, mas os próximos ficassem mais distantes. Fiquei com a frase na memória e ontem mesmo, num restaurante da cidade, eu comprovei na prática, a reflexão teórica. Em duas mesas do meu lado, uma com uma família, com um casal e dois adolescentes, e na outra apenas um casal, o silêncio só era quebrado pela voz do garçom. Todos estavam digitando mensagens em seus smartphones ou deslizando seus dedos pelas telinhas para ver as últimas novidades compartilhadas em suas comunidades. A não ser que elas estivessem conversando entre si, o que acredito ser bem difícil, a mudez coletiva das duas mesas me pareceu prova cabal de que a tecnologia realmente permite alcançarmos os distantes de forma simples, rápida e fácil, mas nos trouxe a distância entre os que nos são próximos. A cena me pareceu muita coincidência e, portanto, olhei no meu entorno e em outras mesas mais animadas e falantes, pelo menos uma pessoa consultava seu aparelho celular buscando ao longe uma interação que não estava presente.
 
Vejam nas empresas, por exemplo, nelas também encontramos situações similares. Equipes inteiras conversam entre suas estações de trabalho, umas bem próximas das outras, através dos Comunicators ou do uso intensivo de e-mails sem utilizar o telefone ou mesmo levantar-se e dirigir a palavra diretamente ao seu colega de trabalho. Aliás, esta é uma queixa comum de profissionais em diferentes segmentos: o uso maciço de e-mails e, agora, de mensagens que chegam sem pedir licença através de canais como o WhatsApp ou o BBM da Blackberry e os APPS do IPhone entre outros, como as próprias intranets corporativas com crescente interatividade. São estímulos e informações vindas de diferentes canais e origens de maneira desordenada e complexa, atingindo a todos de forma instantânea. 
 
Essa realidade é cada vez mais comum e me parece tendência que veio para ficar. A tecnologia facilitou a permanente interrupção do momento presente e até da conversa em curso, pela chegada de informações e solicitações urgentes, de pessoas distantes e em escala crescente. Ficamos assim meio que sem tempo para cuidarmos de relacionamentos face a face, com diálogos mais preciosos e próximos, abrindo mão e atenção dos contatos e afetos possíveis com aquelas pessoas que estão do nosso lado.
 
Queremos ser solícitos e prestativos aos distantes e, através de dispositivos eletrônicos, desejamos ser atenciosos, rápidos e aparentemente bons comunicadores. Contudo, eu creio que essa realidade também está nos mostrando outra coisa: a falta de empatia, tempo e de paciência para uma conversa mais franca, olhos nos olhos, no calor das emoções e dos desafios da transparência inerente à comunicação face a face. Aliás, a comunicação face a face sempre foi difícil em muitas empresas e em muitas famílias, não é verdade?
 
Por isso, você, meu (minha) prezado (a) leitor (a), diga-me a sua opinião. Deixe seu comentário por aqui ou se desejar, que tal conversarmos pessoalmente ao redor de uma mesa de um bom restaurante? Com os celulares desligados, naturalmente.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Alô, freguesa!

Quanto vale uma marca? E a sua reputação? Será que reputação tem a ver com cultura organizacional? Ou o nome vale pelo seu serviço, seu produto...sua promessa? Quantas perguntas diante de uma simples cena carioca, de um letreiro de uma feira livre e uma enorme fila para comer um pastel.



Daqui me parece certo que a reputação vai muito além de uma bela imagem, de um nome bem traçado em design rico e luxuoso. Acho que é na hora da verdade, aquele momento de fazer a promessa da marca ser cumprida e deixar a "freguesa" satisfeita, que vamos comprovar o valor da confiança num nome, num serviço e num produto. 

Como já dizia um comercial "sede é tudo, imagem não é nada". Ou, no nosso exemplo, pastel é gostosão e imagem não é nada.O que você acha?