sábado, 15 de fevereiro de 2014

O imprevisível faz parte do nosso mundo complexo.

  Num mundo complexo e cheio de riscos e cada vez mais abrangentes e de impactos globais, uma desculpa como a da "imprevisibilidade dos acontecimentos" há tempos não encontra mais espaço nas mesas de reunião. Prevenir riscos é questão fundamental para quem se pretende se tornar “sustentável”. A sustentabilidade entra em pauta obrigatoriamente diante de riscos e desastres, mas seria muito melhor se entrasse nas discussões pela via do desejo: de construir um mundo melhor. Uma utopia, sim, mas sempre necessária.


  Nesse sentido, a sustentabilidade e sua exigência por "paradigmas de referência cósmica" (ASHLEY, 2002, P.49) servem como uma bússola para o mapeamento sistêmico de riscos através de um aprendizado permanente da empresa em suas relações em rede, com diferentes stakeholders. Relações de qualidade banhadas pelo respeito, pelo amor e pelo desejo de manter vínculos. 



  A sustentabilidade em suas dimensões ambientais, sociais, econômicas, culturais, afetivas e até espirituais é muito mais do que um air bag preventivo de crises nos diferentes segmentos do negócio. Ela é transformação da empresa enquanto máquina, para uma empresa mais humana, coerente e consciente de suas responsabilidades, de seus cuidados para com a vida no planeta.



  Na visão sistêmica de uma companhia tal qual uma “organização do vivo” (ROMESÍN e GARCIA, 1997) onde a dinâmica do trabalho pode ser comparada com os movimentos internos de um corpo e não mais como engrenagens maquinímicas, suas células, fluxos, nervos, emoções e musculatura pulsam de maneira integrada. Assim, podemos perceber o valor do reunir, organizar, interagir e produzir sob as lentes da sustentabilidade: colocar mais coração nos negócios a fim de cumprirem suas promessas e quem sabe, ser parte da solução ao invés de geradoras de impactos negativos na sociedade e no ambiente.

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