sábado, 29 de março de 2014

Comoditização das marcas: todo mundo igual. Mas diferente?

Acabei de ver um filme no VIMEO muito interessante. Trata-se do "This is a Generic Brand Video" cujo roteiro é de Kendra Eash e foi todo feito com imagens e trechos de arquivos da Dissolve, um banco de imagens e filmes prontos para serem alugados por diversas empresas, produtos ou marcas. 

Veja o filme e depois coloque uma marca aleatoriamente ali em qualquer espaço da narrativa e voilá! Caberá perfeitamente! Se isso acontecer, de fato, significa que a marca da empresa não tem uma identidade definida ou a perdeu ao sabor dos efeitos pirotécnicos do seu marketing tradicional. Ganhou mercado, talvez, mas não lembra mais da sua história, não sabe exatamente qual a sua cultura, seu jeito original e único de ser, pensar, fazer as coisas, dialogar na sua rede de stakeholders. Ficou igual, apesar do nome diferente. Rostos iguais, cores iguais, mensagens iguais.


Repare só quantas marcas estão contando histórias similares, usando os mesmos jargões e claro, tendo até as mesmas missões ("Ser a maior do mundo nisso ou naquilo"ou "Ser a melhor e a maior para uma determinado público-alvo"). Seus discursos sobre a inovação, sobre sorrisos no atendimento, sobre eficiência ou o valor compartilhado também andará bem desgastado ultimamente. O que aconteceu afinal? "Comodotizamos" tudo? Onde foi parar o DNA original de cada marca?  



Branding é isso. Antes de ser apenas uma bela propaganda, é redescobrir ou mesmo definir de forma singular a essência da marca, sua alma, sua personalidade, voz, comportamento e opinião. E saber contar essa narrativa de forma permanente com a unicidade merecida.

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