sexta-feira, 30 de maio de 2014

Marcas de brinquedos. Quem lembra?

Você já reparou que poucas empresas aprendem com os erros de marcas que desapareceram ou diminuiram sua participação de market share? A tendência é olhar mais para as marcas e seus sucessos, mas nem sempre para seus fracassos. 


Alguns cases são históricos. Por exemplo, no segmento de brinquedos aqui no Brasil. Talvez você meu (minha) prezado (a) leitor (a) não lembre de marcas como Atma, Trol, Coluna, Gulliver, Revell e Estrela. Por isso, selecionei aqui alguns anúncios históricos dessas marcas que estiveram presentes na minha infância.


Vamos analisar um pouco delas no meu próximo post. Fiquem atentos! 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

A comunicação interna e os afetos possíveis.


“Daí se deriva também o vazio aterrador de nossa cultura “geométrica” com sua pletora de sensações, mas sem experiências profundas; com um acúmulo fantástico de saber, mas com parca sabedoria, com demasiado vigor da musculação, do sexualismo, dos artefatos de destruição mostrados nos serial killers, mas sem ternura e cuidado de uns para com os outros, para com a Terra, para com seus filhos e filhas, para com o futuro comum de todos.”
                                                                                                   (Leonardo Boff, A força da ternura, 2012)
Os afetos e o sentir nunca fizeram parte da conta fria das metas e dos resultados. Sempre estiveram fora das planilhas de cálculo de valor. Contudo, quando falamos em cultura organizacional devemos ter em mente que a cultura é uma dinâmica viva, que pulsa de acordo com o coração institucional. 
Corações e cérebros coabitam o interior das empresas. Poucas, entretanto, os percebem em suas interações e influências mútuas. Acostumadas aos conceitos industriais, mecanicistas e técnicos, as empresas deixam de considerar como relevantes os sentimentos e a energia positiva ou negativa oriunda do emocional humano e seus impactos nos rumos traçados de forma puramente racional do plano de trabalho. Campanhas de “Endomarketing”¹ ou ações motivacionais até surgem como respostas tradicionais quando as pesquisas de clima medem a pressão interna e descobrem que o pulso organizacional bate fraco, deprimido, sem desejos. Ou bate forte e descontrolado devido a incoerências e desequilíbrios na gestão e nos vínculos internos. Importante esclarecer que são as lideranças, exemplos do alto da hierarquia, que moldam a cultura e estimulam hábitos, comportamentos, tom de voz, transparência e discurso franco.
No campo do diálogo, a comunicação interna se faz permanente não só pelos canais oficiais de entrega da informação, pela rádio corredor ou mesmo nos comentários dos sites que articulam as redes sociais. O comunicar se reflete na energia dos lugares de encontro, nas salas de reunião, no cuidado com a estética alinhada com a ética e com a técnica! A comunicação se faz pelos afetos aparentemente ausentes. Nas empresas, cada vez mais o emocional mexe com o metabolismo da organização e numa sociedade de conhecimento em rede, essa tendência se amplia forçando o uso da tecnologia a ganhar uma face mais humana, sensível, cordial... do coração!
Sabemos que ser emocional demais atrapalha, assim como ser unicamente racional inviabiliza a ternura. Se o lado racional nos permite tecer conclusões, é o emocional que nos dá o ímpeto da ação. Por isso, proponho “humanizar as relações humanas” e assim considerar o outro e seus sentimentos, afetos e desejos. Sonhos, visão de mundo, modelo mental, modo de falar e se expressar. O objetivo a atingir deve ser comum: realizar a missão da empresa, cumprir a promessa da marca. Mas se o coração está vazio, o cérebro não vale nada. É uma lâmpada apagada. Pessoas comuns podem se tornar notáveis quando impulsionadas por sua emoção e percebem e acreditam que podem fazer coisas extraordinárias. Nossa biologia deve ser considerada, nossa maneira de fazer comunicação nas empresas deve ser menos autoritária e mais afetuosa.
Na minha leitura, essa é a tônica da comunicação nas empresas e nas organizações em geral: trazer o afeto para a palavra e para a comunicação interna e dar significado, sentido e energia para as informações que circulam e para os resultados traçados no plano de negócios. Colocar mais poesia no cotidiano das narrativas, inserir os afetos nas reuniões de brain storm e transformá-las em heart storm. Unir o by the book ao by the hearth², pois o cérebro sozinho sabe montar peças e articular modelos industriais, mas na sua frieza calculista criou executivos robotizados, operários alienados e um mercado insustentável. Ele criou um mundo com obras gigantescas, máquinas espantosas, apelos de consumo tentadores, mas também uma natureza depredada em seu entorno. Criou a riqueza de um circuito financeiro global e a mercantilização de valores e compromissos nunca pensados em termos de produto, quantidade, preço e devido a isso, cercado de miséria nos quatro cantos do mundo. Nosso futuro comum não vai suportar mais esse modelo.
É hora de considerar o ritmo do coração, a alegria e o entusiasmo no jeito de pensar, ser e agir e também no modo como conversamos dentro das empresas e nos percebemos inseridos no ambiente, por inteiros. É hora de trazer os poetas para entenderem mais de política, negócios, gestão e planos de marketing incluindo aqui a dimensão artística e cheia de calor humano em tudo aquilo que se refere ao mundo do trabalho e da geração de valor compartilhado.  
___________
¹ Saul Bekin cunhou o termo Endomarketing em 1995.
² Essa comparação eu escutei de Ricardo Guimarães numa das nossas reuniões de Branding na Estácio Participações em 2013.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Robôs e comunicadores. Comunicadores robôs.

As inovações sempre assustam. Mudar então, nem se fala. A maioria das pessoas gosta de rotina - creio eu. Eu gosto de mudança. Mas tudo tem limite, ou não? Sei que não há limites para a genialidade humana e para a busca pelo novo sempre como uma vantagem competitiva.

Penso nisso a todo instante. Como fazer melhor? Como manter a busca e o ritmo pela excelência no meu trabalho? Tempo, dedicação, planejamento, olhar pra fora da caixa ou para dentro da caixa com criatividade...tudo isso faz parte de um universo comunicacional que a cada dia recebe mais demandas e novas exigências. O mundo não dorme. Os chineses idem.

A informática e a robótica estão nesse contexto nos trazendo novas potencialidades. Não sei onde vamos parar. Confesso que fiquei impressionado com um novo robôzinho, uma mão amiga mecanizada e inteligente capaz de escrever melhor que muito jornalista e muito escritor humano. Será verdade?


Parece que sim. É a nova promessa da tecnologia e do espírito inventivo dos homens. Um dia, provavelmente receberemos cartas ou e-mails de amor escritos por mão mecânicas e cérebros eletrônicos. Eles mesmos misturarão textos clássicos e estilos de centenas de escritores mortos há décadas e numa releitura global de obras, nos brindarão com o melhor dos livros. Em caligrafia original, única e ideias enredadas entre a ficção e a realidade. Talvez eles mesmos serão os seus próprios leitores! 

Muitas empresas os contratarão para trabalhar na comunicação interna e enviar newslleters, informativos e publicações detalhadas sobre as metas e a motivação do trabalaho e da vida na fábrica, na loja, no escritório. Se estes lugares ainda existirem do jeito como os conhecemos hoje, claro.

Tudo vai mudar! Imaginem robôs comunicadores! Fantástico? Por certo já temos muitos comunicadores robôs, perceberam? A inovação talvez seja dar mais emoção ãs máquinas para que cumpram com maestria a tarefa de levar mais afeto aos textos corporativos. Possível? Quem sabe?


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Zezão, embaixador da marca Vale.

Contar história e narrativas pessoais é um movimento que ganha cada vez mais exemplos em diferentes empresas. Comunicação institucional e estratégica é assim: fala da marca através dos stakeholders, pessoas que através de suas experiências individuais ou coletivas mostram as coisas boas que uma companhia ou um governo tem feito para compartilhar valor com a sociedade e com o mundo.



Sei que tudo parece mera propaganda e sei que sou suspeito para falar da Vale pois tenho uma admiração muito grande por esta marca não só pelos projetos que fiz como consultor mas também por ter trabalhado no Pará, quando a Alunorte ainda fazia parte da grupo.  E, claro, pelos (as) amigos (as) e profissionais que trabalham na empresa, de norte a sul do Brasil e também espalhados pelo planeta. Contudo, a verdade é que este filme, parte do novo conceito de comunicação da Vale ("Para um Mundo com novos Valores") é de uma extrema sensibilidade e acerta em cheio na proposta de humanizar uma empresa que sempre teve uma percepção de arrogância. 



Aliás, muitas grandes empresas e indústrias de base acabam tendo pelo seu gigantismo e poderio econômico, uma imagem de arrogantes e distantes. A Vale tem feito um esforço de comunicação e cultura, desde os tempo de Roger Agnelli e agora com Murilo Ferreira como CEO, para mudar essa percepção sobre sua marca trazendo bons exemplos como o deste filme. Nele, o Zezão, um "montador de insetos" da Reserva Natural da Vale é um verdadeiro embaixador da marca. Veja o filme clicando na imagem acima ou aqui mesmo.