sexta-feira, 4 de julho de 2014

Recall: medida preventiva contra crises?

A marca Graco, da empresa americana Newell Rubbermaid, que fabrica carrinhos de bebês, cadeiras de  segurança para crianças ganhou nesta semana um recorde em termos de recall de um produto. Como a Graco já havia feito um recall anterior de peças com suspeita de possíveis falhas na segurança para 3 milhões de cadeirinhas de bebês conforto, desta vez a marca utiliza novamente a proposta do recall e atinge mais 2 milhões de cadeirinhas por causa de um risco com um fivela que pode não abrir em tempo hábil em caso de acidente. 



O risco foi percebido pela National Highway Trafiic Safety que, mesmo sem ter registrado um único acidente, teve sua dúvida verificada pela Graco que decidiu preventivamente realizar esse novo recall que somado ao anterior ganha números de recorde mundial.


Exemplos como este nem sempre são frequentes, apesar de grande marcas já adotarem essa medida preventiva, que considero um verdadeiro air bag contra grandes crises de imagem e reputação. 

Mesmo porque o próprio recall já seria uma crise, com certeza, uma vez que envolveria gastos financeiros e toda uma operação emergencial por conta da empresa e que certamente impacta em seus resultados. Confira acima, no gráfico o sobe e desce do valor das ações durante a famosas crise da Toyota sobre uma suposta falha de aceleração de um de seus modelos.A prevenção evita que a crise se alastre e derrube a admiração pela marca por conta de clientes, usuários, simpatizantes mas de qualquer modo afeta a rede de interlocutores. Os acionistas,  por exemplo e as equipes de projeto, design de produto, qualidade etc. Certamente, a cada recall, cabeças podem rolar pois o que fica de bom para o mundo do lado de fora da indústria, fica uma tremenda saia justa do lado de dentro.



Se a Graco é a dona de um recorde em termos de números, outros exemplos, entretanto, têm sido variados em termos de recall, com diferentes marcas. Os fabricantes de automóveis utilizam essa medida preventiva (muitas vezes depois de acidentes nas estradas) assim como outros setores.Veja clicando aqui as explicações da Graco.

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