domingo, 28 de setembro de 2014

A empresa enquanto biologia dinâmica.

Pensar a empresa, seja ela de controle estatal ou surgida a partir da livre iniciativa, não deve ser tarefa para quem enxerga as coisas somente através de uma lógica mecanicista. Organizações humanas não são como um relógio ou um fotocopiadora, nem tampouco como uma grande geladeira cheia de latas de cerveja: aperta um botão e as latinhas saltam! Com gente é diferente.  Não são como máquinas e também não podem ser um amontoado de cabides de emprego, com gente contratada sem critérios técnicos mas sem acreditar na missão, nos valores, no significado do trabalho.

As empresas são organismos vivos, redes biológicas feitas por cada pessoa que ali entrega sua energia diariamente, que dá vida à organização na qual trabalha. Olhar a empresa como um sistema vivo permite a percepção de vínculos entre o racional e o emocional, a flexibilidade e a evolução, a capacidade de inovação metabólica e o desejo de crescer, multiplicar. Olhar a empresa e sua marca como um elemento repleto de vida, gera uma proposta de plano de trabalho, movido pela energia das pessoas que ali se encontram, trocam, conversam e produzem. 

A empresa enquanto biologia dinâmica e não como um agregado de recursos "humanos" e matérias primas ganha muito mais sentido num tempo no qual o planeta já nos desafia com suas mudanças climáticas e os ecossistemas não suportam mais serem tratados como lixeiras e depósitos de resíduos, sobras e desperdícios.

Gostou do trecho? Leia o artigo completo aqui.


domingo, 21 de setembro de 2014

O empregado em primeiro lugar.

O sorriso do atendente reflete o alto astral da loja. Os espaços com poltronas e o aconchego para conversar, navegar pela web e tomar ou não um café especial, depois de escolher entre a enorme variedade de opções disponíveis, reflete a crença da marca de que uma "cafeteria deve ser um lugar de encontro, que promova a conexão". 

Sim, é da Starbucks que estou falando. Uma marca que admiro não só como consumidor, mas também como um estudioso de culturas organizacionais capazes de gerar valor, admiração e negócios diferenciados. De inovar, de fazer as coisas que muita gente faz mas de uma forma única, diferente e gostosa. E essa marca me parece seguir nessa linha. Para confirmar se a cultura da marca realmente se espalhou por toda as unidades, integrando escritórios administrativos e o pessoal das operações nas lojas basta verificar se a  experiência de contato geralmente é a mesma em cada unidade. Para mim, tive a mesma boa experiência em diferentes endereços que já frequentei. Lembro que a Starbucks têm 15 mil lojas espalhadas pelo mundo - realmente não posso afirmar que todas seguem na mesma linha, ok? Mas nas lojas que entrei o clima e o jeitão da marca transmitia uma sensação de que eu estava no mesmo lugar: simpático, acolhedor, conectado, bem atendido e com tempo para curtir uma experiência excepcional seja bebendo um café Verona, um Sumatra, um Kenya ou um Blend brasileiro.


Qual o segredo? Bom, aqui no Brasil, Norman Baines, diretor geral da marca no Brasil, disse o que eu sempre defendo: em primeiro lugar está o empregado. Em empresas consideradas de varejo, principalmente, cuja obrigação de atender bem o cliente está nas mãos, na atenção e na dedicação de cada colaborador diante do cliente, Norman declarou: "Se você toma conta das suas pessoas, elas tomam conta do cliente. Se o colaborador não tiver condições, como é que ele vai atender bem?". Pois é, quem ainda não entendeu que colaborador é cliente trabalhando dentro de casa está atrasado. E, para mim, a Starbucks já está lá na frente!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Sustentabilidade e Ética.

As eleições estão chegando  e essa é uma excelente hora para pensarmos direitinho nas  nossas escolhas políticas  e nas opções que vão influenciar nossas vidas, pelos próximos quatro anos.

Pensar na proposta de cada candidato. Entender que a cidadania se faz com direitos e também com deveres. Pensar num bom nome para nos representar na Câmara e no Senado.Tudo isso faz parte da busca por uma sociedade mais sustentável, pois sem ética, sem propostas concretas de trabalho, sem competência e sem espírito público, não vamos construir o Brasil potência que tanto queremos.  


Por isso, foi um prazer participar da II Semana de Sustentabilidade que se encerrou hoje, na Universidade Estácio e trouxe entre outras ações, um debate com candidatos ao cargo de deputado federal. Um evento bem bacana, com políticos de diferentes partidos.


Afinal, o espaço acadêmico é isso: aproximar pensamento e ação, teoria e prática, conhecimento e vida real. Garantindo a plena liberdade de expressão, de opinião e de pensamento. 

Lembrando sempre que quando o assunto é proposta política, vamos ficar atentos: não há milagres possíveis e não existe almoço grátis.  Alguém vai sempre pagar a conta!

sábado, 13 de setembro de 2014

Comida feita com insetos? Chamem os publicitários!

A propaganda tem recebido muitos críticas por induzir pais, filhos e espíritos santos a consumirem produtos, serviços e estilos de vida que, conforme passam as gerações, vão mudando assim como mudam os hábitos e os costumes. A cultura de uma sociedade não é estática e as relações sociais também sofrem influências variadas de movimentos políticos, crises econômicas, regulação e intervenção governamental maior ou menor de acordo com o partido que estiver no poder, além da influência do chamado soft power de países parceiros comerciais e toda uma vasta dinâmica humana que não me cabe aqui aprofundar.
 
O fato é que atualmente temos visto os publicitários e alguns setores da sociedade em pé de guerra por causa dos modelos e apelos da propaganda e suas técnicas de sedução e persuasão.Na questão da comida, por exemplo, a propaganda dirigida para crianças está apanhando. O que valia para os anos passados não vale mais atualmente e, entre os exageros de um verdadeiro patrulhamento ideológico e da censura, se discutem se as crianças comeriam mais batatas fritas ou mais espinafre se a propaganda fosse mais responsável. Já nos anúncios de um grande frigorífico, um ator famoso e um cantor considerado um verdadeiro rei se renderam aos apelos da carne e do cachê para divulgar a marca. A polêmcia foi ao ar junto com a campanha.


 
Parece que o poder da propaganda e de uma tal comunicação mercadológica são realmente assustadoras. Será? Os políticos que o digam, pois os partidos mais autoritários costumam abusar da propaganda...mas isso é outra história. O fato é que na mudança natural (ou forçada) de hábitos de uma geração para outra, os comunicadores (mercadológicos ou não) tem que se adaptar e não só reforçar tendências como criar a próxima onda de vanguarda. Voltando aos alimentos, este seria o caso de uma nova marca que é a cara da Era da Sustentabilidade: a CHIRPS. Que tem aparentemente muita coisa boa na receita, será?


 
Não, não é chips! É a nova marca CHIRPS mesmo e é uma comidinha cheia de nutrientes, sem glúten e coisas super naturais e sadias e que é feita à base de...insetos! Insetos, gente, ok? Nada grave,porque o espanto?  Afinal, se você come carne de vaca ede galinha, por que não consumir um biscoitinho feito de insetos? Vespa, grilo, besouro, baratinha, mariposa, formiga e lacraia (não, acho que lacraia é um exagero fantasmagórico meu mesmo, ok?). Olhem, esse biscoitinho pode ser até bem atraente!


 
Bom, a CHIRPS já é uma realidade e surgiu da inovação (argh) de uns alunos dedicados de Harvard e que vão ganhando espaço e mercado num mundo que tem mais de  7 bilhões de pessoas  no qual nem todo mundo pode comer um bom bife já que uma vaquinha tem ter muito campo verde para o pasto e milhares de litros de água fresca até virar aquele churrasco de final de semana. Com insetos é tudo muito mais rápido, prático e sem essa logística ambiantalmente incorreta toda, além de não precisar de queimadas para abrir pastagem no meio da floresta. Nas cidades então, solução pronta para a falta de espaço: fazendinhas de insetos nutritivos e gostosinhos. Ficção? Nada disso...tendência! 

Bom, tendência desde que seja bem embalada e sedutoramente comunicada por esses publicitários criativos e os chamados "marketeiros". Então vai uma comidinha feita de inseto, aí? 

Chamem os publicitários por favor! Essa vai ser dureza das crianças engolirem. Até o Nizan Guanaes ficou surpreso e encantado com tanta inovação! Leia aqui.