sábado, 13 de setembro de 2014

Comida feita com insetos? Chamem os publicitários!

A propaganda tem recebido muitos críticas por induzir pais, filhos e espíritos santos a consumirem produtos, serviços e estilos de vida que, conforme passam as gerações, vão mudando assim como mudam os hábitos e os costumes. A cultura de uma sociedade não é estática e as relações sociais também sofrem influências variadas de movimentos políticos, crises econômicas, regulação e intervenção governamental maior ou menor de acordo com o partido que estiver no poder, além da influência do chamado soft power de países parceiros comerciais e toda uma vasta dinâmica humana que não me cabe aqui aprofundar.
 
O fato é que atualmente temos visto os publicitários e alguns setores da sociedade em pé de guerra por causa dos modelos e apelos da propaganda e suas técnicas de sedução e persuasão.Na questão da comida, por exemplo, a propaganda dirigida para crianças está apanhando. O que valia para os anos passados não vale mais atualmente e, entre os exageros de um verdadeiro patrulhamento ideológico e da censura, se discutem se as crianças comeriam mais batatas fritas ou mais espinafre se a propaganda fosse mais responsável. Já nos anúncios de um grande frigorífico, um ator famoso e um cantor considerado um verdadeiro rei se renderam aos apelos da carne e do cachê para divulgar a marca. A polêmcia foi ao ar junto com a campanha.


 
Parece que o poder da propaganda e de uma tal comunicação mercadológica são realmente assustadoras. Será? Os políticos que o digam, pois os partidos mais autoritários costumam abusar da propaganda...mas isso é outra história. O fato é que na mudança natural (ou forçada) de hábitos de uma geração para outra, os comunicadores (mercadológicos ou não) tem que se adaptar e não só reforçar tendências como criar a próxima onda de vanguarda. Voltando aos alimentos, este seria o caso de uma nova marca que é a cara da Era da Sustentabilidade: a CHIRPS. Que tem aparentemente muita coisa boa na receita, será?


 
Não, não é chips! É a nova marca CHIRPS mesmo e é uma comidinha cheia de nutrientes, sem glúten e coisas super naturais e sadias e que é feita à base de...insetos! Insetos, gente, ok? Nada grave,porque o espanto?  Afinal, se você come carne de vaca ede galinha, por que não consumir um biscoitinho feito de insetos? Vespa, grilo, besouro, baratinha, mariposa, formiga e lacraia (não, acho que lacraia é um exagero fantasmagórico meu mesmo, ok?). Olhem, esse biscoitinho pode ser até bem atraente!


 
Bom, a CHIRPS já é uma realidade e surgiu da inovação (argh) de uns alunos dedicados de Harvard e que vão ganhando espaço e mercado num mundo que tem mais de  7 bilhões de pessoas  no qual nem todo mundo pode comer um bom bife já que uma vaquinha tem ter muito campo verde para o pasto e milhares de litros de água fresca até virar aquele churrasco de final de semana. Com insetos é tudo muito mais rápido, prático e sem essa logística ambiantalmente incorreta toda, além de não precisar de queimadas para abrir pastagem no meio da floresta. Nas cidades então, solução pronta para a falta de espaço: fazendinhas de insetos nutritivos e gostosinhos. Ficção? Nada disso...tendência! 

Bom, tendência desde que seja bem embalada e sedutoramente comunicada por esses publicitários criativos e os chamados "marketeiros". Então vai uma comidinha feita de inseto, aí? 

Chamem os publicitários por favor! Essa vai ser dureza das crianças engolirem. Até o Nizan Guanaes ficou surpreso e encantado com tanta inovação! Leia aqui.
 

Um comentário:

Anônimo disse...

Difícil de engolir!