sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Oreo, biscoitinho social?

Quem não provou ainda, não sabe o que está perdendo. O Oreo, da Mondelez (novo nome da Kraft Foods na parte de guloseimas e similares) é uma marca focada no segmento de biscoitos de chocolate recheados com baunilha e é um dos biscoitos mais populares do planeta! Aqui no Brasil sua concorrente direta é a Negresco, da Nestlé. Como em todo mercado livre, a concorrência é acirrada em cada local de venda e em cada ponto de contato. Desde a sua chegada (na verdade um retorno ao mercado brasileiro) a Oreo mexeu com as fronteiras ocupadas pelo Negresco, seja na parte de propaganda, nas gôndolas ou mesmo nas redes sociais. E essa briga é sempre boa para nós consumidores, clientes e comunicadores de plantão! 



Apesar de ser uma marca bem idosa com seus 100 anos de vida e...sabor, a  Oreo é conhecida internacionalmente pelas suas ações na web e forte interlocução nas redes sociais. Em 2013, por exemplo, uma simples "tuitada" realizada num blecaute durante um jogo de futebol americano, no SuperBowl, ganhou enorme repercussão quando colocou um biscoitinho Oreo iluminado por um holofote e a mensagem: "Mesmo no escuro você pode molhar seu biscoito" fazendo referência ao hábito dos norte-americanos de molharem seus biscoitos no leite antes de comê-los. Ou seja, esse biscoitinho é super social!



A agilidade da iniciativa, muito oportuna e alinhada à logica das redes, rendeu grande exposição positiva para a marca nos EUA. Ela comprova que idade não é barreira para as marcas que querem estar em sintonia com novas tecnologias e um mundo hiper conectado. E para quem ainda não conhece, a Mondelez é dona de marcas tradicionais aqui no Brasil e em diversos outros países. Veja abaixo algumas outras marcas dessa empresa global e conheça mais clicando aqui.




terça-feira, 28 de outubro de 2014

Automóvel. Eterno desejo de consumo?

O Brasil que empreende, gera riqueza e renda, emprega, paga imposto e faz a vida melhorar através do trabalho e do investimento sério, buscando resultados e criando novas oportunidades é o Brasil das marcas de valor, de prestígio. As marcas admiráveis e que desejamos consumir, comprar, possuir para nos sentirmos melhores do que somos, para ganharmos status, para facilitar nosso dia a dia, para completar uma parte de nosso ser a partir do inevitável ter. 


Essa sensação é parte integrante de quem vive numa sociedade de consumo e que está cada vez mais na busca de caminhos mais sustentáveis, mais "verdes". Na indústria de automóveis essa preocupação também é parte dos planos das montadoras e de suas grandes marcas, podem apostar. O tema deste ano, portanto, no Salão do Automóvel, passa por uma pergunta provocativa: como será o mercado de automóveis e o modelo de negócios do aparentemente ainda distante ano de 2034? Daqui a vinte anos? 

O debate encara a inédita pressão na forma de fazer negócios e produzir carros que toda a cadeia automotiva já está percebendo. Assim, além da tradicional mostra de novos lançamentos, a proposta do evento é tentar responder a questão das mudanças que se apresentam no horizonte: "mudanças no comportamento dos consumidores, restrições ambientais, severa necessidade de investimento em tecnologias e legislações de desincentivo a propriedade privada do automóvel, aliado a um cenário de novos modelos de mobilidade em um mundo predominantemente urbano".

Salão do Automóvel 2014 que acontece na cidade de São Paulo, no Centro de Convenções do Anhembi, traz para o mercado e para o público as novidades de uma das indústrias que mais mexe com a nossa mobilidade, os nossos sonhos de consumo, nossos corações, mentes e também o nosso bolso e toda a economia nacional. O evento termina no dia 9 de novembro.

Confira aqui no site do Jornal Estado de São Paulo, mais informações.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Green Coke.


A marca da Coca-Cola tem sido ícone da cidade de Opelika, no Alabama (EUA) desde a sua primeira fábrica inaugurada em 1902. Sim, pra quem desconhece, a Coca Cola é uma marca com mais de cem anos! Recentemente, o dono de uma loja chamada Smith T Hardware and Building Supply descobriu uma parede pintada com um painel original da Coca-Cola com um anúncio de mais de 100 anos e cujo slogan trazia o famoso “Relieves fatigue” da época. Na minha tradução: “Alívio para a fadiga”. O preço também é daquele tempo, alguns incríveis cinco centavos de dólar!



Como marca, a Coca Cola se reinventa e se transforma para garantir mais perenidade ao negócio de bebidas refrescantes na qual ela é líder global. Em breve conheceremos a Green Coke, chá verde adoçado com estevia e fabricado pela Coca Cola, buscando uma linha mais "natural" (?) para sua marca?



Dentro de cem anos, quem sabe, serão descobertos painéis da Green Coke que serão vistos com surpresa, assim como olhamos admirados para o antigo painel descoberto, por acaso, nessa lojinha do Alabama?


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A reputação em tempos loucos.

Em tempos de mídias sociais digitais nos quais a propagação de opiniões, comentários, "curtidas" e uma infinidade de conteúdos criados por uma miríade de internautas, fica cada vez mais complexo administrar tanta conversa on line. Fica complicado administrar a reputação.

Se a credibilidade de uma marca nunca foi propriedade da empresa, pois dependia muito mais da percepção dos clientes e consumidores do que da propaganda, hoje, a complexidade dessa questão ganhou mais vozes. Ela se alastra mais e mais através das opiniões que duram efêmeros segundos mas deixam rastros eternos, demandando muito mais trabalho para as empresas que desejam realmente ouvir seus públicos. Criando vínculos ao invés de simples transações comerciais.  


Nesse ambiente, vale lembrar Ted Birkhahn da Peppercom que escreve em seu blog: "Não é mais o que uma marca quer falar, é o que o público está interessado em saber e ouvir, onde e como (e quando) ele está interessado ​​em consumi-la.". Pois então, mudaram as regras tradicionais da Comunicação e do Marketing! 

Mas qual é o problema? As marcas não querem conversar com seus clientes, eles não são "o foco"? Os consumidores não são "a razão de ser" da empresa? Então, qual a dificuldade? São várias.

Uma delas, no meu ponto de vista, é que as disciplinas tradicionais dos comunicadores como jornalismo, relações públicas, publicidade ainda são ensinadas da mesma velha forma nas faculdades. Estão lá no passado industrial, naqueles tempos da mídia de massa, unidirecional. 

A garotada ainda está tendo aulas e seguindo modelos montados para tempos nos quais a indústria mandava uma mensagem e conseguia controlar seus impactos. Geralmente, com muita propaganda e pouquíssimo diálogo com seus clientes, consumidores e demais stakeholders - aliás, um conceito que nem existia.

Ora, bolas, esse tempo acabou e há uma verdadeira revolução acontecendo! Como bem lembra Henry Jenkins, diretor do Programa de Mídias Comparadas do MIT: "Estamos no meio de um período profundo e prolongado de transição de mídias, que está inspirando mudanças em todos os níveis - econômico, social, cultural, político, legal.". 

Não há nada de novo nas salas de aulas que ainda têm como gurus nomes sagrados como Kotler no Marketing. As redes e a mídia propagável, a audiência e a interatividade acelerada já mudaram as regras e os comportamentos de todos nós, mas ainda trabalhamos estratégias virais virtuais da maneira como trabalhávamos a comunicação de massa. Muita gente ainda ganha dinheiro com isso e muita empresa bacana segue essa linha pois simplesmente não tem ideia de como dialogar no oceano social da rede. Fica fácil portanto manter o stakeholder preso numa caixinha chamada público-alvo. 

A culpa parece ficar dividida entre o que as faculdades ensinam e como ensinam e a falsa sensação de que as diretorias corporativas conseguem ter algum controle sobre a sua reputação e sobre a opinião de quem dialoga nesse cenário complexo. Essa comunicação expandida no qual o engajamento dos stakeholders ganha uma autonomia cada vez maior, exige uma real sintonia com as vozes da web e das redes. 


As empresas precisam aprender a conversar e a assumir seus erros, assim como defender suas qualidades, virtudes e ambições. E essa defesa é feita por todos os que trabalham na organização. Todos são ativistas digitais - mesmo que nem percebam isso. Estamos todos na rede e essa roda gigante quer antes de tudo, transparência. Nesse contexto, diálogo é fundamental. A reputação nesses tempos aparentemente loucos e sem referências duráveis é uma questão de coerência entre a palavra e a ação. Como na verdade, sempre foi. 

domingo, 12 de outubro de 2014

Página virada: comunicação interna em tempos digitais.


Em tempos cada vez mais digitalizados, a comunicação interna já deveria ser considerada página virada. Anos atrás, num artigo, declarei que a comunicação interna tinha acabado, pois o universo digital e a facilidade tecnológica tinham derrubado os limites entre o interno e o externo. Além disso, ao considerar o empregado como um ser “alienado” do mundo, quando no cumprimento da sua jornada de trabalho, a multiplicidade de características do ser humano é reduzida sem se perceber que o profissional, mesmo no ambiente organizacional, continua sendo um formador de opinião, um embaixador da marca da empresa e mesmo um cliente ou também um acionista. Quem sabe um potencial prestador de serviços ou fornecedor numa multiplicidade de características?
 
Ou seja, um empregado não é apenas “um empregado”. Seus papéis sociais são variados, ricos e múltiplos. A complexidade dos cenários de comunicação nessa alta interatividade, instantaneidade e capacidade de viralização de conteúdos e opiniões pela rede, não nos permite mais uma comunicação top-down, considerada apenas como “interna”. Numa fábrica, um operador pode ser também pastor, pode ser sindicalista, pode ser um ator. Numa universidade, um professor pode ser um juiz, um desembargador, um pesquisador de renome internacional. Num escritório o colaborador pode ser um aluno de jornalismo, um blogueiro com milhares de seguidores. 



Todos, com certeza, estão conectados em redes e influenciam percepções de valor da marca. Assim, a tal comunicação interna não pode continuar fazendo ações arcaicas, atrasadas e sem acompanhar o timing do mundo on-line.  
 
Portanto, animem-se comunicadores! Há um enorme mercado de trabalho potencialmente valioso nessa direção, em qualquer segmento de mercado. A evolução da comunicação interna para o que eu chamo de uma comunicação integral está só começando. E ela é uma verdadeira revolução na direção do diálogo. Portanto, a resposta para a pergunta do título deste artigo é: não pense mais em comunicação interna, pense numa comunicação integral, em rede, como uma grande colaboração organizacional repleta de conversas que se interconectam. 

Fica mais caótico, com certeza. Mas este é o mundo de hoje: mais biológico, menos mecânico. Menos máquina e mais sistema vivo! 

domingo, 5 de outubro de 2014

Grandes slogans de grandes marcas.

Esse slogan da Avis não causa o mesmo efeito em português, na minha opinião. Mas é fantástico pois assumia o segundo lugar atrás da Hertz com uma proposta de atendimento e serviços melhor do que a concorrente pois "esforçava-se mais" pelo cliente. Um ano depois do lançamento dessa assinatura - que representava toda a cultura por trás da marca - a Avis passou a Hertz.Esse é um case clássico de marketing de 1963.