quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Diálogo em tempos loucos.

Em tempos de mídias sociais digitais nos quais a propagação de opiniões, comentários, "curtidas" e uma infinidade de conteúdos criados por uma miríade de internautas, fica cada vez mais complexo administrar tanta conversa on line. Fica muito mais complicado gerenciar a reputação e o valor de uma marca. Fica difícil construir consensos que não sejam baseados na verdade.

Se a credibilidade da marca nunca foi propriedade da empresa, pois sempre dependeu muito mais da percepção dos clientes e consumidores do que da propaganda, hoje, a complexidade dessa questão ganhou mais vozes. Ela se alastra mais e mais através das opiniões que duram efêmeros segundos, mas deixam rastros eternos, demandando muito mais trabalho para as empresas que desejam realmente ouvir seus públicos. Criando vínculos ao invés de simples transações comerciais.  

Nesse ambiente, vale lembrar Ted Birkhahn, CEO da Peppercomm, que escreve em seu blog: "Não é mais o que uma marca quer falar, é o que o público está interessado em saber e ouvir, onde, como e quando ele está interessado ​​em consumi-la." Pois, então, mudaram as regras tradicionais da Comunicação e do Marketing. 

Mas qual é o problema? As marcas não querem conversar com seus clientes, eles não são "o foco"? Os consumidores não são a razão de ser da empresa? Então, qual a dificuldade? São várias. Uma delas, no meu ponto de vista, é que as disciplinas tradicionais dos comunicadores, como jornalismo, relações públicas e publicidade, ainda são ensinadas da mesma velha forma nas faculdades. Estão no passado industrial, nos tempos da mídia de massa, unidirecional. E um comunicador empresarial é muito mais do que um jornalista ou um RP. Ele tem que ser um especialista multidisciplinar, um profissional com visão sistêmica, grande capacidade de articulação e equilíbrio emocional. Ou seja, nada fácil, não é mesmo? Mas o mundo nunca mais será o mesmo com o advento da web...


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