terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Mais um ano politicamente incorreto.

Vamos terminando mais um ano. Uma ano no qual grandes marcas como a da Petrobras mergulharam num atoleiro de denúncias, falcatruas e quebra de confiança. Um ano que tivemos novas ingerências do Estado no modo como se faz propaganda no Brasil, desde questões envolvendo a veracidade do storytelling até possíveis abusos da propaganda de produtos voltados ao público infantil. O governo fortaleceu seus braços para regulamentar e assim cercear a publicidade de empresas privadas, mas esqueceu de frear a gastança publicitária das estatais, um prejuízo muito maior ao Tesouro Nacional do que qualquer marca  de sorvete, mate, brinquedo ou mesmo de alguma nova cerveja possam estar causando. Esse tema merece mais discussão e análise pois eu vejo que a ideologia está prejudicando o livre arbítrio das pessoas e impondo uma nova censura: aquela que diz ser boa para a família brasileira pois é feita por alguns órgãos governamentais "isentos"mas que na verdade são ocupados em grande parte por partidários deste ou daquele segmento político e assim, enxergam estratégias maquiavélicas em toda e qualquer ação de marketing. Ora, o mundo não ficou pior nem melhor por causa da propaganda deste ou daquele produto. Ele ficou sim, bem pior com a propaganda oficial utilizando dinheiro dos contribuintes para enaltecer os que estão no poder. Não vou falar aqui dos jornais, um outro universo da comunicação que se vê a cada dia mais ameaçado pelos longos tentáculos do Estado com propostas de "controle social", um slogan perigoso da propaganda oficial. Vou ficar aqui com um anúncio das meias Mojud, de 1950 (creio eu ser essa a data aproximada) e que hoje, nunca seria publicado. A não ser como um desafio ao politicamente correto que nos enche a paciência e policia até pensamento. 

O texto é cheio de malícia com certeza e a melhor censura para uma peça de mau gosto foi o fim da marca Mojud e pelo que sei, do próprio negócio que não soube se renovar ao longo dos tempos. Nesse caso, o governo não teve nada a ver com as novas escolhas das clientes e o próprio mercado se regulou. 


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