sábado, 24 de janeiro de 2015

Pensar tecnologia não é consumir tecnologia.



A Tunnel Lab é uma ONG que tem como missão transformar áreas rurais e urbanas de países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, trabalhando diretamente com adolescentes para que eles se tornem empreendedores sociais, inovadores e capazes de construir novas tecnologias. A Universidade Estácio, lá no seu espaço de inovação chamado Nave, ao longo desses primeiros dias de 2015, promove com a Tunnel Lab um programa piloto com estudantes de Ensino Médio, de escolas públicas do Rio de Janeiro. A proposta é trabalhar inicialmente a auto estima da garotada, que assim ganha maior confiança para acreditar no seu próprio potencial e a partir daí criar soluções inovadoras através da tecnologia. Os estudantes organizam times e passam por uma verdadeira imersão em técnicas básicas de tecnologia, empreendedorismo, prototipagem de eletrônicos, APPs, internet das coisas, modelos de negócios e até contabilidade. Outras empresas como a Light também estão por lá dando uma força para essa turminha de jovens descobrir a cada novo dia que podem ser empreendedores e construtores de novas possibilidades de vida, trabalho, renda e cidadania. Tudo a partir do entendimento que a tecnologia não é um produto de consumo numa loja, mas um modelo de pensamento diferente, com experiências novas e todo um fazer acontecer criativo. Esse é mais um exemplo da responsabilidade social e da aposta em inovação que a Estácio vem fazendo e é assim que a gente pode tentar mudar a realidade desse nosso Brasil. Acreditando nessa juventude e investindo em educação.


     Na foto acima, a coordenadora do projeto pela Tunnel Lab, Julia Moura conversando com os estudantes.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Criatividade S.A.

Acabei de ler  "Criatividade S.A." de Ed Catmull, Presidente da Pixar Animation e Disney Animation, escrito em conjunto com a jornalista Amy Wallace. O texto traz a história da Pixar e a biografia de Edwin Catmull e também todo um modelo empresarial e de gestão que serve como uma aula para o leitor. As duas empresas são um exemplo fascinante de como um negócio não precisa ser mau humorado para ser um grande e inspirador negócio, ainda mais quando o trabalho é literalmente concretizar a fantasia e dar vida aos sonhos que encantem espectadores de diferentes faixas etárias, lugares e culturas. O livro nos fala como uma extrema competência empresarial se consagra em 25 anos de história ao assumir a "responsabilidade e a propriedade do próprio trabalho, a necessidade de autodisciplina" (Pg. 98) e ficando alerta para o uso de "palavras como qualidade e excelência (que) são tão mal empregadas que chegam à beira da falta de significado" (idem).


Algumas passagens são sensacionais. Falam sobre dificuldades financeiras vencidas com resiliência e muito talento. Outras nos dão lições que servem para o dia a dia de um gestor e também de comunicadores empresariais na árdua tarefa de construir pontes ou aprimorar relacionamentos. Trechos como repensar "constantemente modelos mentais para lidar com incertezas e mudanças" (Pg. 241) e "em geral as pessoas preferem falar a respeito do que deu certo do que daquilo que deu errado. O jogo é evitar o desprazer" (Pg. 222) bem como alertas do tipo "as pessoas pensam que os dados pintam um quadro completo levando-as a ignorar aquilo que não podem ver" (Pg. 226) vão compondo um quadro lúcido e útil para aprendermos mais sobre e com essas marcas - que eu considero admiráveis. Sou apaixonado por animação e desenhos desde criança e um fã dos estúdios Pixar e Disney e de seus filmes e personagens. Aproveitei e usei uma ferramenta do site deles para fazer a montagem abaixo com os personagens do Big Hero 6, novo filme da Disney com uso da animação da Pixar.