sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Comunicação interna em momentos de crise ética.

Os profissionais de Recursos Humanos das grandes empresas sabem muito bem o quanto é difícil registrar indicadores positivos de engajamento. Geralmente são as pesquisas de clima que retratam exatamente essa dificuldade. Alcançar e manter um alto nível de comprometimento, interesse e energia dos empregados, no dia a dia, é uma conquista de poucas organizações. O engajamento é como um pulso batendo forte e vibrante quando a empresa tem a sua marca admirada, possui uma gestão eficiente e uma comunicação transparente e confiável. Tem seus clientes e acionistas satisfeitos,  enquanto reflexo da dedicação e do empenho dos seus empregados. Quando a questão é engajamento, o time de Comunicação Interna sabe que são os líderes os motivadores principais das pessoas dentro da empresa. A palavra do líder é a fonte da credibilidade para qualquer ação de comunicação interna.

Nada mais natural portanto, durante uma crise, que a estratégia da comunicação interna seja reforçar a transparência, os fluxos de informação e, assim, estreitar a confiança na diretoria. São os executivos do alto escalão e, claro, o próprio presidente da empresa, que serão vistos como o exemplo a ser seguido. Seus atos falarão mais alto que mil palavras. Assim, se as crises nascem em diferentes dimensões de um negócio e têm uma grande variedade de causas, a pior delas com certeza é aquela que envolve a própria liderança em questões éticas e morais. Nessas horas, o grau de engajamento dos empregados é testado ao limite e muitas marcas de prestígio perdem valor de forma acelerada, deixando um rombo na reputação e um estrago surpreendente perante a opinião pública. 

Crises éticas dilapidam a confiança na palavra da liderança. E diálogo é a base da confiança, não é mesmo?

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Um comentário:

Anônimo disse...

Professor, li o texto na ABERJE, muito bom, como sempre. Mas a corrupção não é exclusiva do Brasil, como bem sabemos. Nada há para justificar crimes, mas nestes momentos precisamos garantir a justiça - o que é difícil se não tivermos o equilíbrio de forças.