segunda-feira, 20 de abril de 2015

Há cinco anos: Deepwater Horizon.

Há cinco anos meu trabalho de mestrado foi baseado no acidente da Deepwater Horizon. Desde aqueles dias eu tenho acompanhado a BP na reconstrução do valor de sua marca - uma tarefa difícil e dolorosa. Foram onze pessoas que morreram naquele acidente. Foram milhares de aves e plantas que sucumbiram afogados em óleo naquela região do Golfo do México. Toda a área recebeu recursos financeiros como compensação para os prejuízos (confira abaixo), mas a vida marinha vai precisar de muitos anos ainda para se recuperar totalmente, assim como a economia. As vidas perdidas...não tem preço.



Mas a empresa não fingiu esquecer, como muitas iriam tentar fazer. Hoje, sua diretoria global, respeitosamente, fez um minuto de silêncio para lembrar o acidente e seus mortos e reforçar seu compromisso com um futuro mais sustentável e mais seguro nas suas operações e nos seus postos de trabalho. O site da BP colocou em destaque todo o trabalho, de forma clara e aberta. Essa é uma atitude respeitosa de quem assume erros, busca aprender com o passado e pretende retomar seu valor no mercado e a confiança de seus diferentes stakeholders




Transparência é para poucos. O case BP - Deepwater Horizon é um aprendizado para todo o setor no que diz respeito a desastres ambientais de grandes proporções. Outros cases mundiais envolvendo corrupção também deveriam seguir esse exemplo da BP e serem examinados a fundo, sendo relembrados todos os anos, servindo de exemplo para as futuras gerações. A sustentabilidade não é apenas ambiental.

Saiba mais sobre as consequências do acidente, clicando aqui na matéria do The Guardian. Veja mais sobre o acidente, clicando aqui. 


domingo, 12 de abril de 2015

Reengenharia de imagem na marca Votorantim.

Soube hoje que a marca institucional do Grupo Votorantim vai ser reforçada pois a empresa está iniciando uma campanha de comunicação inédita na sua história. Depois que seu maior líder, Antônio Ermírio de Moraes, verdadeiro exemplo de empreendorismo e ícone da indústria nacional e da livre iniciativa no Brasil, faleceu em 2014, era natural que a marca corporativa ganhasse maior importância estratégica e tivesse sua identidade fortalecida. 

Separar uma marca de seu fundador não é fácil para nenhuma companhia. A Gerdau por exemplo já trabalhava há décadas nesse sentido, mesmo tendo como liderança o genial Jorge Gerdau Johannpeter. A CSN, numa perspectiva às avessas, nunca teve Benjamin Steinbruch como ícone de identificação da marca da companhia. Já o Boticário sempre teve sua marca identificada e percebida através de atributos próprios e de forma independente de seu genial criador, Miguel Krigsner. Mas a presença marcante de Antônio Ermírio sempre foi mítica e eu arriscaria dizer, "épica" na Votorantim! Com a morte de Carlos Ermírio de Moraes, em 2011, o sucessor natural do pai e no ano passado com o falecimento do próprio Antônio Ermírio, a marca institucional começou a ser cada vez mais reforçada. 

Me lembro que em uma conversa com engenheiros do Peru, país no qual a Votorantim Metais operava em Cajamarquilla, através de uma refinaria de zinco, o nome do empresário era praticamente desconhecido, o que me causou espanto num momento inicial mas depois fez todo o sentido. No Peru, por exemplo, o nome Votorantim tinha maior peso e recall entre aqueles engenheiros, exatamente o contrário do que acontecia no Brasil. 

Em empresas familiares, essa transição nunca é fácil pois a obra e seu criador sempre se confundem e se entrelaçam com fortes apelos emocionais envolvidos nas decisões. Para o mercado entretanto, isso não importa muito a não ser quando se tenta reforçar atributos de valor percebidos como solidez, tradição e respeito - como no caso da Votorantim.  O desafio certamente fica para a equipe de comunicação institucional dessas grandes empresas que precisam lidar com o emocional dos controladores na hora de abrir mão de alguns paradigmas e fazer essa transição dos profissionais familiares para os executivos de mercado e da forte personalidade do dono para uma identidade de marca corporativa. É dessa forma que a marca Votorantim vai tornar-se cada vez mais admirada e lembrada, sobrevivendo muito além da história pessoal de seus controladores. 

Vamos acompanhar, pois este será mais um case para as aulas de branding.


terça-feira, 7 de abril de 2015

Otimismo é um bom atributo para qualquer marca.

Alegria é um atributo de muitas marcas, não é mesmo? Otimismo e esperança, felicidade e pensamento positivo sempre são bons para os negócios. Claro que alguns como os de farmácia e venda de remédios, que vendem anti depressivos, não vão concordar comigo. Ou vão? O fato é que a tal a felicidade pode ser um atributo para se posicionar de uma forma positiva diante do mercado e da vida. Sei que o Eike Batista não é mais um bom exemplo, mas me lembrei dele, assim como me lembrei do Ricard Branson da Virgin e claro, de Silvio Santos. Negócios sérios não precisam de gente sisuda tomando conta.



Pelo menos para alguns produtos que se posicionam nessa linha e usam esse discurso, seguindo seus valores, a fórmula da "felicidade"cativa boa parcela de consumidores e clientes. Ora, bolas, ninguém quer, por exemplo, sair de uma loja de roupas se sentindo mal, não é mesmo? No caso da específico da moda, uma roupa nova é como uma pele nova, simboliza um estado de espírito, um ânimo renovado, uma postura social, um visual diferente. Coisas para o velho e bom Freud analisar...

Com certeza, não dá para falarmos em indústrias químicas felizes, por exemplo, dá? A Braskem até tentou, numa campanha publicitária mostrando seus empregados sorridentes. Achei uma beleza. Mas a química é poluente, não é? Temos essa percepção geral mesmo que todos nós utilizemos de seus benefícios e mesmo que estejam fazendo de tudo para serem "sustentáveis"ou "verdes". E podem apostar, que estão - ao menos na dimensão ambiental. É mais ou menos como a indústria do papel e da celulose. Outra que tem fama de vilã, mas é de uma competência técnica invejável (acho que serei atacado por escrever isso). 

Talvez seja a história do copo meio cheio ou copo meio vazio, conforme a percepção de cada um em determinado momento. Olhar de forma positiva para o mercado, mesmo quando a economia está na UTI e as empresas estão com as barbas de molho pode parecer tolice ou ingenuidade. Mas o Brasil e o mundo já viveram crises e alguns empreendedores e algumas empresas souberam investir de forma correta para liderar a próxima fase de progresso e otimismo. O que vai acontecer, certamente. Tudo é uma questão de tempo, administração competente e visão de futuro. Podem apostar.

Algumas marcas sabem fazer esse discurso e também sabem cativar seus clientes com produtos que nos deixam realmente mais felizes e contentes. Otimismo é um bom atributo para qualquer marca, na minha opinião, mesmo em tempos de crise e desconfiança. Mas as lideranças também precisam ser otimistas e inspirar confiança pois quem faz as marcas ganharem vida, são pessoas de carne e osso e... sonhos! Ufa, falei. Há tempos queria escrever novamente algumas novas linhas sobre o tema. 



E você meu (minha) leitor (a), o que achou desse texto?

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Tiko é o nome da máquina.

As impressoras 3D já estão fazendo parte da nossas vidas. Essa verdadeira revolução está só no começo. A perspectiva real seria como um filme de ficção para a minha avó e o que temos pela frente é simplesmente sensacional em termos práticos e funcionais. 

A Tiko é mais uma dessas impressoras 3D fantásticas: tem design bacana e um preço "popular" e os filamentos para impressão também são super acessíveis. Criada por três jovens empreendedores, ela é wireless, tem uma estrutura simples, única e segura.