quinta-feira, 28 de maio de 2015

Uma importante missão da Comunicação Interna.

A comunicação interna tem uma tarefa importante, entre suas várias incumbências. Ela deve servir de veículo motivador dos times de trabalho, para se alcançar patamares de excelência e alto desempenho. Como? Mostrando os talentos da casa, os bons exemplos! Contando casos de sucesso através das pessoas que fizeram o sucesso sair da prancheta ou do plano estratégico e ganhar corpo, concretude e realidade na organização. Contar essas histórias, das pessoas competentes, é um conteúdo valioso que a comunicação interna precisa utilizar.

Isso porque do outro lado da moeda, existem os desengajados. Se a comunicação interna não souber narrar as boas histórias mostrando o mérito dos empregados que fazem as coisas acontecer, os detonadores de plantão vão contar as suas versões. E elas nunca são positivas, porque quem é desengajado quer mais é ver o circo pegar fogo. São aqueles tipos que falam mal da empresa, dentro da empresa, na hora do café ou pelo corredor. Com uma piadinha aqui, um sarcasmo ali e pronto. Vão lançando suas sementinhas do mal.

O desengajamento pode ser fruto da desatenção das lideranças para com suas equipes de trabalho mas, independentemente dos motivos é uma praga. E pragas assim devem sumir com o uso do remédio da comunicação valorizando os que buscam a excelência. Desengajados podem contaminar todo um grupo de trabalho através do desânimo e do negativismo.  Desengajados detonam com o valor da marca, pois geralmente fazem um trabalho mal feito e ruim. E o cliente percebe!

Desengajados, desinteressados, dissimulados, preguiçosos e espertalhões  podem causar danos enormes e silenciosos nas equipes. E a partir delas, nos consumidores, na satisfação dos clientes e em todos que se relacionam com a marca, em todos os seus pontos de contato. Esses indivíduos também podem contaminar não só uma empresa, mas um governo e até uma sociedade inteira. Um verdadeiro pesadelo!


É dever de quem quer fazer as coisas funcionarem, de quem tem compromissos e zelo pelo que faz, cobrar empenho e eficiência dos outros. Honrar o mérito de cada um é fundamental. Valorizar os bons, os dedicados, os eficientes e qualificados é uma importante missão da área de comunicação interna em conjunto e sintonia com o pessoal de RH. 

Valorizar quem tem valor, essa é a meta! E os desengajados e malandros que vão lamber sabão...longe da empresa.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Que resultado pode ter sido bom se foi obtido por vias erradas, através de conluios desonestos?

Qual a contribuição para o mundo de uma empresa com lideranças corruptas? Ou de um governo corrupto? Existe uma “marca” corrupta? Essas perguntas continuam me estimulando a escrever sobre sustentabilidade, meu tema de aulas e de pesquisa, partindo de um olhar mais atento para a Ética enquanto uma das dimensões que não faz parte diretamente da contabilidade dos resultados das empresas, sejam elas públicas ou privadas. É claro que um furto, um estelionato impactam no cálculo final do balanço contábil e trazem prejuízos evidentes ao cofre da empresa. A Ética enquanto um “jeito de ser” mesmo sendo um conceito complexo, assim como Sustentabilidade ou Responsabilidade Social Empresarial, merece ser entendida muito mais do que uma utopia filosófica.

No Brasil, cuja história nos brinda com vilanias de toda ordem - a começar pela escravidão, o maior exemplo de crise ética que uma nação poderia ostentar – nós, os stakeholders, deveríamos perceber a Ética muito além dos códigos publicados ou dos resultados apresentados. Que resultado pode ter sido bom se foi obtido por vias erradas, através de conluios desonestos?

Marcas como OAS, UTC, Camargo Correa, Toyo Setal entre outras e a própria super marca Petrobras, sem falar na marca do Governo Federal, tiveram suas reputações aniquiladas e hoje são símbolos de vergonha, ao invés de orgulho. Exagero? O que me entristece não só como cidadão, mas também como professor é ver essas marcas que há pouco tempo eram de minha admiração, usadas como exemplos junto aos meus alunos em sala de aula, estão mergulhadas em um pântano de propinas. Alguns vão dizer que sempre foi assim. Pior, então!

O toque hilário é que muitas dessas grandes empresas, que saíram das notícias de economia diretamente para as páginas policiais, ainda têm em seus murais e painéis coloridos na recepção de suas sedes, a exposição de seus valores institucionais. Reparem só, ainda estão por lá publicados, entre outros, termos inspiradores como: “Honestidade de Propósito; “Ética e Transparência”; “Atuação Responsável”; “Responsabilidade Social Corporativa”; Desenvolvimento Sustentável” etc. Valores aprovados pela mesma alta diretoria que prestou depoimento no MP e na Polícia Federal. 


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Você já conhece?

Que tal conhecer um site diferente? Com textos diferentes? Quem sabe você vai gostar? Fica aqui o convite.


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Os mamíferos estão chegando. De novo.

Sucesso estrondoso na propaganda dos anos 90, os mamíferos da Parmalat estão voltando. A campanha faz parte  de uma investida estratégica da marca no mercado de leite, no Brasil. A marca Parmalat era muito admirada até acontecer a mega crise financeira no período de 2003 a 2004Um escândalo financeiro que derrubou a reputação da empresa e que para muitos estudiosos, superou as crises da Enron e da WorldCom uma vez que a marca estava presente nas prateleiras dos supermercados e nas geladeiras e armários da cozinha da casa de muitos brasileiros (agora me lembrei da marca Santal, que era da Parmalat também mas no segmento de sucos).


Em 2007, a Parmalat voltou com um aposta publicitária numa versão dos mamíferos já "crescidos". Com os mesmos atores da primeira edição dos mamíferos, mas desta vez adolescentes, os filmes reforçavam o leite como produto comprovadamente benéfico à saúde. A campanha até que emplacou, mas não foi nem de perto o mesmo sucesso pois a meninada já grandinha não tinha o mesmo apelo dos tempos de criança e apesar de ser uma ideia muito interessante, focando nos benefícios do produto. 



Foi então que uma nova crise (a do formol no leite) derrubou mais uma vez o produto das prateleiras e com ele, mais uma vez,  a marca "mamiferamente" querida. Agora, a Parmalat volta ao ataque trazendo uma nova geração - super fofa -, de crianças vestidas de animais da fauna brasileira como o tatú, o lobo guará e até o tamanduá. 



Fiquem ligados! Os bichos de pelúcia também devem voltar, nesse mote que é puro apelo sentimental! Não é muito criativo, mas é seguro para repetir em tempos de mercados em recessão e, com certeza, aproveitando um recall fortíssimo ainda existente na memória do público brasileiro.

Para saber mais da Parmalat institucional e sua controladora Lactallis, clique aqui.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Jornal Valor Econômico: 15 anos.

Fruto da associação entre as Organizações Globo e o Grupo Folha de São Paulo, o jornal Valor Econômico completa em maio 15 anos de circulação. Numa era de conexão e internet, o jornal surgiu com uma versão on line com conteúdos diários próprios e muita informação sobre cenários de mercado, negócios, investimentos, empresas e marcas.


O Valor acabou substituindo a extinta Gazeta Mercantil que cumpria o papel de noticiar e comentar a economia nacional e internacional (era uma marca de forte reputação, por sinal, mas não sobreviveu a uma série de dificuldades financeiras).O Valor tem hoje uma audiência recorde de sua plataforma digital com mais de 1,5 milhão de visitantes únicos e 42 milhões de páginas visitadas.

Certamente, o Valor é hoje uma grande marca na imprensa nacional.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Ranking da Forbes.

O ranking anual daForbes trouxe algumas colocações negativas para grandes marcas nacionais. A Petrobras, como noticiou o jornal O Estado de São Paulo caiu muito em relação ao ano passado. A marca saiu da 30ª posição para a distante 416ª colocação numa queda dolorosa na sua reputação e no seu valor, devido aos estragos da corrupção e dos desvios contábeis.


A Vale, um pouco à frente da Petrobras, ocupa a 413ª colocação provocada principalmente pela queda de preços do minério de ferro nos mercados globais, o que atingiu várias outras mineradores e também as siderúrgicas (a CSN também não se posicionou com destaque na lista e a USIMINAS nem compareceu).Outra que ficou numa colocação ruim foi a Eletrobrás. “A energia para novos tempos” segundo slogan publicitário da estatal, acabou ocupando a 1094ª posição.

As marcas brasileiras que melhor se colocaram, segundo a Forbes, foram do segmento financeiro e de alimentação: Itaú, em 42º lugar; Bradesco, em 64º lugar e ainda a JBS e a BRF. Parabéns para elas!

As petroleiras que melhor pontuaram foram a Exxon Mobil na 7ª colocação, seguida pela Chevron em 16º lugar, a Total e a BP. A chinesa CNOOC empatou com a Statoil na 103ª posição da lista. A russa Gazprom também aparece no ranking da Forbes (também melhor colocada que a nossa Petrobras).

Agora é trabalhar para virar esse jogo!  Quem sabe ano que vem aparecem outras marcas brasileiras de destaque no mundo? Quem aposta?

segunda-feira, 4 de maio de 2015

A Budweiser tcheca versus a Budweiser da Anheuser-Busch InBev.

Se os mercados são campos de batalha, a briga das cervejas é uma verdadeira guerra mundial. As marcas são ativos valiosos na conquista de clientes, pois movem legiões de fãs e admiradores e utilizam milhões de dólares em campanhas de publicidade, no velho estilo de conquista de corações e mentes. E paladares no caso das cervejas.



Ainda hoje os profissionais de marketing continuam com seus termos bélicos em uso nas salas de reunião. São targets, alvos, táticas de guerrilha, ações de conquista de praças e derrubada da concorrência. No universo cervejeiro também é assim. O álcool mexe com os nervos, literalmente. E também com o bolso dos beberrões e o ânimo dos investidores.

Eu não conhecia que a Budweiser tcheca, mas soube que a marca está sendo questionada pela gigante Budweiser da Anheuser-Busch Inbev. Na Inglaterra, uma decisão da justiça manteve o direito da cervejaria da República Tcheca comercializar suas garrafas sem medo de perder o uso do nome. A pancadaria ainda é grande, pois por toda a Europa a contenda deve continuar. 



Enquanto isso, vou procurar experimentar a "Bud" tcheca. O quebra pau chamou a minha atenção para esta marca menos conhecida dos brasileiros. Na guerra pelo mercado, um bom conflito também pode significar mais vendas e novas experiências para os consumidores.