quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Comunicação face a face.

A grande barreira da comunicação interna nas organizações sempre foi o diálogo. Mesmo com as novas tecnologias e a possibilidade de integrar veículos impressos e eletrônicos, numa avalanche de informação por meio de programas de televisão, mídias eletrônicas, jornais, murais, cartazes e folhetos, o desafio a ser vencido continua sendo o da comunicação face a face.

Conversar deveria ser a mais sublime das experiências. A melhor das formas de fazer fluir a comunicação e de esclarecer quais as informações mais relevantes para os colaboradores. De tornar mais tangível o papel de cada empregado na construção dos resultados, de tornar mais clara a estratégia dos negócios. O diálogo interno, frente a frente, olho no olho, deveria ser o método mais simples para um bom feedback, a troca de percepções sobre problemas e oportunidades, canal de motivação e apoio, integração dos times de trabalho.

O fato é que a comunicação face a face carrega não apenas o lado racional dos profissionais, mas lida também com o lado emocional dos seres humanos. E essa convivência nunca foi fácil no mundo industrial, de tempos mecânicos, ordens e ações controladas. Entre as decisões objetivas e as palavras diretas de comando e cobrança encontramos um conjunto de sentimentos. Nosso inconsciente é um comandante invisível a nos acompanhar.

Por isso, a comunicação interna começa pelo diálogo, na busca permanente para facilitar a conversa produtiva, da qual tiramos conclusões, mas também de onde tiramos a compreensão do mundo dos afetos e das emoções. É o lado emocional que nos faz tomar atitudes, partir para a ação. O racional nos indica o caminho, mas a força de vontade, com significado e relevância, repleta de entusiasmo e energia é fruto da nossa emoção. E são as palavras as únicas capazes de nos emocionar. É pelo diálogo que iremos vencer desafios.

O melhor remédio para a tão difícil comunicação face a face ainda é aprender a ouvir, aprender a conversar. Aprender que muitas vezes o outro é o nosso espelho.

Um comentário:

Anônimo disse...

Mas o diálogo resolve acontecendo todo dia, não somente num feedback agendado. Além disso, temos os casos de pessoas que não sabem conversar e não vão conversar para não perder o poder dentro da empresa. Já vivenciei casos assim. Abraços.