sábado, 7 de novembro de 2015

O mundo é das marcas:"Amazon" chinesa vai comprar o "You Tube " chinês.

É um mundo cada vez mais e sempre orientado e guiado por marcas. Um nome vale milhões e um bom negócio com um bom nome não tem preço. Ou melhor tem! Um preço alto, podemos dizer. 

Para os negócios globais, grandes nomes carregam maiores chances de bons lucros e maior domínio de um determinado segmento de mercado. Mas marcas não nascem da noite para o dia e para vencer num mercado fervilhante e competitivo, é preciso não somente fazer o dever de casa entregando a promessa da marca, mas trabalhar para que a reputação e o prestígio da marca consigam ocupar na memória dos diferentes stakeholders, um espaço diferenciado. Uma percepção de valor única, exclusiva. 
Os novos empresários chineses, eleitos pelo Partido Comunista Chinês, no poder há décadas, buscaram o caminho da cópia: como eram parte de um país fechado, cujo monopólio de qualquer área econômica era do estado, não sabiam como criar ou inovar. Inovação, criação de valor, empreendedorismo é coisa de livre mercado! Mas, enfim: com os ventos da liberdade (econômica apenas, tá?), lá forma os chineses conquistar corações e mentes com suas novas empresas irrigadas com dinheiro do governo "do povo". 



O Alibaba, monumental empresa de comércio eletrônico chinesa, listada na NYSE e uma grande concorrente da Amazon de Jeff Bezos, está comprando o You Tube chinês, chamado de Youku Tudou por uma bagatela de US$ 3,5 bilhões. Uma operação milionária para um negócio que atende milhões de pessoas: desconhecida para a maioria dos brasileiros,o Youku possui 200 milhões de seguidores! 

A comparação entretanto, é inevitável: marcas famosas têm sempre seus seguidores, seus plagiadores e seus admiradores. O mundo dos negócios é um campo de batalha e as armas muitas vezes não são sutis. Quando seguem os manuais de marketing e branding o caminho é longo para conquistar e manetr consumidores e clientes satisfeitos. Outras vezes, quando a disputa é global, as armas são literais e podem mover exércitos para tomar mercados na base do tapa e do tiro. Mas aí, quem perde somos todos nós. 

Prefiro a disputa no campo do livre mercado no qual quem vence tem que ser o melhor, de fato. Marcas vencedoras entregam a promessa e sabem surpreender seus clientes e toda a rede de stakeholders na qual se relaciona.

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