domingo, 18 de dezembro de 2016

O que podemos esperar para a comunicação interna no ano de 2017?




Para 2017 eu aposto num crescente uso de imagens e vídeos e uma redução cada vez maior de textos longos e informativos insossos. A agilidade do mundo digital demanda formatos e linguagens capazes de passar recados de forma instantânea e é preciso comunicar em 140 caracteres recheados de apelos visuais. Como a UPS já faz nos EUA. Chega de chatice, mas fique sempre atento aos atributos visuais do seu brand book!

Os games também são outra linguagem que vai  proliferar, podem apostar. A mobilidade dos dispositivos e a potencialidade dos Apps facilitam o acesso de empregados aos sites corporativos e o recebimento de links, pesquisas, comunicados e mini games cuja interatividade pode não só informar, mas também educar de forma divertida e engajar os empregados.

Infelizmente, nem sempre as organizações publicarão mensagens bem humoradas. Se a velocidade já está na pauta de algumas lideranças quando se fala em comunicação interna, o bom humor ainda não entrou nessa história. Mas a criatividade não tem limites e publicitários podem ajudar nessa tarefa de transformar de vez os comunicados frios em peças vendedoras.

Outra tendência que considero sempre importante e insubstituível  para fazer as coisas funcionarem. Rodas de diálogo do tipo “Café com o Presidente” vão continuar em alta. As empresas vão descobrindo por pressão cada vez maior da sociedade e das crises que são e serão sempre empresas de comunicação e essa espiral começa pelo diálogo entre lideranças e times de trabalho. Gestores que ainda têm dificuldade de conversar precisam do apoio e do trabalho dos comunicadores empresariais para ganhar confiança e encarar as emoções envolvidas num diálogo face a face, desde um simples “obrigado pelo trabalho bem feito” até uma demissão.

Apesar de nenhum futuro gestor ser ensinado ou orientado nas faculdades de administração sobre como encarar uma conversa olho no olho, lidando com suas próprias emoções e a emoção do seu interlocutor, a comunicação enquanto ferramenta de gestão começa por saber dialogar. 

Resumo da ópera: a tecnologia não vai poder substituir esse contato humano presencial cujas reações, anseios, linguagem corporal e afetos são sempre um grande desafio.

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